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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Reforma Política Revisitada ou Laranja Mecânica para os Nossos Nobres e Honrados Políticos

Podemos observar certo marasmo em torno da questão da gloriosa Reforma Política. Depois de tantos casos de corrupção, creio que seria a reforma a ser implementada. No entanto, os políticos parecem discordar de mim. Ou melhor, todos concordam com uma reforma política, mas qual reforma ainda é um caso a se discutir, não é mesmo? Vocês mesmos podem ver que tratei bastante desse assunto em meu arquivo de textos (sobretudo aqui, aqui e, ufa!, aqui). Algumas propostas ainda não foram devidamente testadas, como o Big Brother de Políticos, mas eu, depois de muito deliberar comigo mesmo no silêncio da noite e na solidão da loucura, cheguei à triste conclusão de que, mesmo com toda a vigilância possível e impossível, mesmo se instalássemos um microchip no cérebro do homem político para registrar todas as suas ações e pensamentos, ainda assim poderíamos ser ludibriados pelo nosso ilustríssimo representante. Justo dizer que os nossos políticos mostraram-se em todas essas décadas de renovada democracia grandíssima habilidade na arte de furtar e de enganar.

Dessa forma, precisamos de uma reforma mais radical. Precisamos entrar na psique mesmo do político e inibir, de dentro para fora, a corrupção.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Marcha em Prol da Corrupção

O Deputado Tomás Armando Mutretas está de volta e com outra polêmica proposta. Tendo em vista os recentes ataques a seu corrupto portfólio, o venerável deputado quer fazer uma Marcha em Prol da Corrupção.

“Vocês vejam bem”, argumenta o deputado, “que a corrupção é o estado natural do homem. Ele não foi expulso do paraíso? Ele não comeu a Eva… digo, o fruto proibido? Pois então! Temos que deixar de ser hipócritas e assumir de vez o nosso lado corrupto! O progresso e a ordem vão agradecer!”

domingo, 19 de junho de 2011

Partido dos Sem-Vergonha fracassa! Tomás Armando Mutretas se exime de culpa…

Realmente o Partido dos Sem-Vergonha foi um fracasso total. Depois de defender a ideia de que os políticos deveriam assumir publicamente e sem maiores pudores sua sem-vergonhice e de que isso seria uma nova forma de se relacionar com os eleitores, Tomás Armando Mutretas denunciou os antigos colegas de partido de serem sem-vergonhas enrustidos, o que, obviamente, causou grande celeuma.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Partido dos Sem-Vergonha

Tomás Armando Mutretas retorna aqui para declarar a inauguração do novo partido político brasileiro. O partido dos Sem-Vergonha. Com a palavra sua excelência, Tomás Armando Mutretas:

“Meus caros colegas, venho hoje aqui com muita alegria convocar todos os nobres cidadãos e cidadãs do Brasil para a criação do que será e do que já é o maior e melhor partido do Brasil, o Partido dos Sem-Vergonha!

“Sim, nós, sem-vergonhas, não ficamos propriamente dentro dos armários, como nossos colegas homossexuais, mas ficamos muito tempo na escuridão, na moita e na artimanha. Usávamos de subterfúgios vis para esconder nossa condição de mau-caráter. Quando alguém nos acusava em plenário que éramos uns sem-vergonha, ficávamos indignados (ou fingíamos indignação, melhor dizendo), entrávamos com processos de calúnia e difamação, para que nosso eleitorado continuasse votando em nós. Mesmo que nossa sem-vergonhice chegasse a extremos como, por exemplo, quando possuímos não só amantes fora de casa, mas verdadeiros haréns, ou quando usávamos o dito dinheiro público para os nossos privadíssimos interesses, nós tínhamos, é verdade, a cara dura de afirmar, pela nossa mãe mortinha, que éramos inocentes. Os menos hipócritas afirmavam apenas que todo mundo é inocente até que se prove o contrário…

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eleições: O Festival da Democracia ou Quando a Cara de Pau é Pouca...

Sabemos, desde os primórdios da democracia moderna, que esse negócio de eleições iria nos perseguir o resto de nossa precária existência. A cada dois anos, uma nova campanha. A cada dois anos, o mesmo martírio, as mesmas cenas, as mesmas mentiras. A cada dois anos, caras velhas e novas, joviais e arrogantes, ou humildes e tristes. A cada dois anos, nós temos o espetáculo da democracia, a incrível peça de teatro do estado de direito.

Para uns, é uma comédia. Para outros ou para a maioria, uma tremenda tragédia.

Mas por que estou reclamando das eleições? Não são elas a Festa da Democracia? Não são elas o coroamento de nosso sistema político? Não são a melhor maneira de se governar no mundo?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Contra o Ficha Limpa, pelo Deputado Tomás Armando Mutretas

(Este texto é ficcional, tratando-se apenas de uma paródia. Qualquer semelhança é mera coincidência.)
O Santas Sátiras é um blog que tem o orgulho de afirmar-se isento. Por isso, apesar de o autor deste blog apoiar todas as medidas para a moralização da vida pública, também queremos mostrar os argumentos do outro lado.
Por isso, que é com espírito da cidadania, passamos a palavra para o excelentíssimo deputado Tomás Armando Mutretas:

Meus prezados e queridas,
Para quem não me conhece, me chamo deputado Tomás Armando Mutretas e tenho orgulho de ser político. Além disso, tenho orgulho de ser de uma família de políticos.
Por que afirmo que tenho orgulho de ser político? Porque vejo em todos os cantos, em todas as mídias, em toda a classe média, uma tal ojeriza pelo ser político, uma tal aversão e asco que me sinto, em determinados momentos, temeroso de revelar minha profissão. Sou político e, logo, me acusam de todos os erros e falcatruas de uma parcela mínima dos políticos. O que me diriam vocês do seguinte: se alguém fosse a um médico que se mostrasse um charlatão, poderia acusar todos os médicos de charlatões? Se alguém fosse a um advogado desonesto, poderia generalizar e difamar todos os advogados? (Aliás, sou advogado por formação e todas as piadinhas contra a minha profissão considero de extremo mau gosto). Claro que não! Claro que vocês iriam considerar essa pessoa um pouco sem razão.
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