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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vitória Brasileira na Diplomacia Mundial e... a Intriga Norte-Americana

Sim, o Brasil ganhou.

O Nosso Guia foi, viu e venceu. Como sempre, aliás (bem, depois de ser derrotado várias vezes em eleições presidenciais, mas isso é pré-história, não é mesmo?...). Este blog já tinha feito a defesa da busca pela energia do bem, aqui.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Proposta de Macaco Tião para a Humanidade

Prezados humanos,



Faz tempo que aqui não me manifesto, pois bem sei eu que minhas manifestações e ataques contra o gênero humano passam despercebidos! Sei que o cinismo de vocês não tem limites.
Muito gratificante é ver a humanidade destruir todo nosso ambiente, devorando nossos parcos recursos além de sua capacidade de digestão, emitindo gases poluentes em nossa atmosfera, construindo altos arranha-céus para se pavonear com seus concorrentes – enfim, indo sempre além do limite do bom senso e da razão. Sempre desvirtuando os limites normais de saciedade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Muntadhar al-Zaidi: o homem que jogou os sapatos em Bush

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Vivemos em um mundo de liberdade e igualdade, não é mesmo? Em uma era de prosperidade e de fraternidade! Quando ligamos os nossos fabulosos aparelhos de tv, navegamos em nossos computadores ou quando lemos nos volumosos jornais, ficamos impressionados com a vasta quantidade de notícias sobre a generosidade e bondade humanas. Percebemos que o mundo realmente está caminhando para uma nova era de paz e de fraternidade... Ah, como é bom ser humano neste início de milênio!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Da Necessidade da Guerra(?)



Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

Quincas Borba, grande filósofo


A guerra é necessária ou é apenas uma discrepância do comportamento humano? Essa é uma questão filosófica, amigos! Pois, no bojo dela, vai lá, escondida, subterrânea, ocultada, a questão da bondade e maldade humanas. Se somos seres irremediavelmente maus e terríveis (não importa aqui o porquê, mas, sim, que somos maus), como na maior parte do tempo somos, então a guerra, o estupro, o assassínio, a escravidão são fatos normais de nossa realidade. Agora, caso sejamos intrinsecamente bons e fomos desvirtuados pelo pecado original, Diabo, capitalismo, má educação ou acaso genético, então devemos consertar o que está errado, tomar o rumo certo e sermos felizes para sempre.

Essas duas teorias ou visões do ser humano são as extremas, a do mal e a do bem, mas outras há em que se considera o ser humano, às vezes, bom e, outras, ruim (e muitas, péssimo!). Podemos chamar essa última teoria de mista do ser humano(como sempre há nesses casos, não é mesmo? Seria a tal da tese, antítese e síntese? Ou meio-caminho? Ou o estar-em-cima-do-muro filosófico). E poucos a professaram, pelo menos, abertamente.

Disperso-me, no entanto. Em outro post, continuo tema tão interessante. Nesse, especificamente, falo sobre a guerra. E a guerra como necessidade. Mas que tipo de necessidade seria esta?

A opinião comum e politicamente correta não somente afirma que a guerra é um erro inenarrável e uma afronta à moral e à ética, por matar milhões de seres humanos (sem contar nossos pobres amigos animais...), mas também que é responsável pelo descalabro da máquina econômica, prejudicando os bons negócios do libérrimo capitalismo. Esses argumentos encontram-se espraiados em ampla literatura e nos meios de comunicação. Podemos afirmar que surgiu com o advento da moderna democracia e dos então revolucionários meios de comunicação, que prometiam alterar o mundo para melhor, é claro, e que, por um momento, pareciam ter alterado mesmo.

Depois da Primeira Guerra Mundial, que não tinha esse nome, pois ninguém imaginava uma segunda, os europeus, por terem sofrido anos e anos de carnificina humana perante às máquinas de destruição, comandadas por humanos, obviamente, enfim, os europeus ficaram chocados com esse tipo de guerra. A guerra da era moderna. A guerra das máquinas contra a carne. A guerra química. Antes, na época de Napoleão, de César, de Crommwell, a guerra era um fato mais aceitável e, em muitos casos, venerado. Matar com espadas - enfiar a lâmina na viva carne humana para rasgar e trucidar - não era pior que matar com o moderno armamento de fogo, ou seria? É só assistir aos filmes de Mel Gibson, em especial Coração Valente, para perceber que as guerras de lanças e espadas eram muito mais civilizadas do que as atuais.

No entanto, nesse meio tempo, entre a Revolução Francesa e a Primeira Guerra, houve a revolução industrial e tecnológica. Enfim, o capitalismo triunfou. E o cálculo matemático dominou os generais. Ou melhor, o cálculo econômico. (Um amigo meu, mais erudito e esperto, me afirma que sempre foi assim. Quem tinha como financiar as guerras a longo prazo, é que levava as batatas para casa. Citou até um livro, A ascensão e queda das Grandes Potências de Paul Kennedy - e eu fiquei assoberbado com minha ignorância...). E, com o cálculo econômico, as considerações de como matar com o menor custo - e suas aplicações imediatas. A metralhadora foi um bom avanço nesse sentido, e os cientistas que a fizeram pensaram haver construído a arma perfeita. Ledo engano. Muito ainda pode se aperfeiçoar nesse sentido. É só assistir no National Geographic.


Mas, depois que a máquina entrou no jogo da guerra, os conflitos perderam o glamour inicial. É só ver no Último Samurai de Tom Cruise. Assim, os cidadãos, tementes a Deus, quiseram banir a guerra como forma de resolução de conflitos. Leiam a Carta das Nações Unidas e verão que o mundo seria um lugar muito melhor se todos se resignassem e obedecessem os EUA... Não seria um mundo bem mais simples? Pelo menos, para os norte-americanos.


Também creio que, com a criação da bomba atômica (ai de nós, por Nagazaki e... como era mesmo o nome da outra cidade?), os seres humanos pensem bastante antes de começar uma nova guerra. Pelo menos, contra alguém que tenha a bomba. Se vocês tiverem e o outro não, pensem bem de quem é a vantagem.


E a Segunda Guerra foi causada por um homem, Hitler, que via na guerra a própria essência de evolução da espécie. Se os outros, sobretudo os ingleses e norte-americanos de então, acreditavam fielmente que poderiam evitar a guerra, dando de graça o que Hitler queria, como é que não perceberam que Hitler estava disposto a conseguir mais tirando à força? Só um Churchil, talvez... Quando os pacifistas ingleses viram que teriam de aturar uma ditadura alemã, os brios nacionalistas fizeram muito deles pôr entre parêntesis suas crenças e aderir à guerra. Pois, no jogo diplomático internacional, ninguém quer ficar por baixo, mas só por cima. Nem mesmo os homens tementes a Deus.


Pois, foi um homem temente a Deus, da Nação defensora da democracia, que iniciou uma guerra. De George Bush podemos falar horas e horas a fio. Já o fizemos grande líder da humanidade, em um post anterior, mas, desse grande líder, não podemos duvidar que era um homem muito inteligente e modesto.


Pois, vejam bem, o argumento que usou para iniciar a guerra no Iraque foi, ao mesmo tempo, brilhante e simplérrima. Você está na sua casa quieto, mas sabe que tem um inimigo. Você sabe que tem um inimigo e, por isso, tem um arsenal inteiro de armas em sua casa. Você, aliás, já deu uma surra nesse seu inimigo por alguma desavença anterior. O inimigo diz para você que não está produzindo ou comprando arma nenhuma. O inimigo diz que não tem intenção nenhuma de atacar você. Mas como acreditar no inimigo? Melhor mesmo acertar uma paulada na cabeça dele antes que ele acerte na sua. Está aí, meus amigos, a teoria da guerra preventiva. Melhor prevenir do que remediar... Mas o Saddam não tinha as armas de destruição em massa? Bem, detalhes... E, se não tivesse, poderia ter, não é mesmo? Por essas e por outras, é que Bush pode ser considerado um dos grandes líderes da humanidade.


Assim, também o argumento de que a guerra pode ser maléfica para a economia carece de fundamento. Pode ser prejudicial para parte da economia, mas, para a economia como um todo, muito pelo contrário. Basta recordar que a Alemanha passou por uma grave crise econômica antes da Segunda Guerra e que Hitler trouxe o crescimento econômico quando começou a se preparar para as batalhas. Dessa forma, a indústria bélica sempre agradeceu as eventuais guerras no mundo. E, se lembrarmos que a indústria bélica emprega muita mão-de-obra, não podemos ser indiferentes aos prejuízos para esses pais e mães de família. O que seriam deles se não houvesse guerras no mundo? Poderíamos ser indiferentes - como o somos - às guerras e genocídios que ocorrem todos os dias em algum lugar remoto do planeta. Poderíamos ser indiferentes à guerra que ocorre ao nosso lado, nas favelas. Poderíamos ser indiferentes a tudo, mas à queda na produção da indústria armamentista- isso é ir além dos limites.


Bem, acho que muito falei. Creio que nada provei, mas não era meu intento. Apenas um devaneio pelo que muitos consideram um mal, mas que é uma constante, ainda que intermitente, da vida humana. Pode ser que a guerra só desapareça da face da terra quando o último homem também desparecer...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Hugo Chávez

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Mais um grande líder da humanidade!


Pensei que só escreveria sobre líderes que não fossem mais líderes, isto é, que já tivessem perdido o seu cargo para outro. Mas não é o caso desse grande homem, desse líder único da esquerda revolucionária do mundo (quando não há mais outras opções!), desse novo Bolívar que vai unificar todo o continente hispano-americano e formar com os hermanos uma grande potência (contra a potência lusitana?)!


Muito provavelmente, ele não deixará o poder nas próximas eleições. Nem nunca mais. Será novamente eleito, nos braços do hercúleo povo venezuelano! O que são dez anos perante a implementação da república socialista? Nada. E só uma pessoa pode implementá-la. Quem? Acho que vocês já sabem a resposta...


Tentou chegar ao poder por todos os meios. Golpe tentou dar. Golpe, não, me desculpem... Revolução (que é como chamamos o nosso golpe!). Não conseguiu. Depois, foi para as urnas e se deu bem. De golpe para eleições e, de novo, para golpe só que agora contra ele, o Hugo Chávez.


E quem foi socorrê-lo nesse momento difícil? O nosso grande líder. O nosso grande guia. O nosso grande guru (espero ansiosamente ter um pouco de dinheiro para comprar o seu dicionário!). Luís Inácio Lula da Silva, que mais parece ser mãe dos nossos hermanos.


Quando Hugo Chávez chegou ao poder, ele sabia que ninguém o tiraria mais de lá, a não ser morto. Ou por um golpe militar, economicamente financiado pelos EUA (básico!).


Quando ameaçado pela maior potência do mundo (que mostrou uma enorme impotência perante a crise financeira mundial), Hugo Chávez é o único que tem coragem de se levantar e lutar contra a opressão estrangeira.


A Colômbia quer abrir suas bases militares para os norte-americanos? Só Hugo Chávez poderá nos salvar. Nem Fidel, nem Raúl. Só Chávez.


O que seria de nós sem tal líder? A quem recorreríamos?


Imaginem se déssemos ouvidos aos apelos dos jornais, estações de rádio e de tv que foram fechados. Eram todos vendidos para os interesses estrangeiros. Se não obedeciam a Hugo Chávez, não teriam chance na Venezuela. Esse negócio de liberdade de imprensa só serve em democracias fajutas, servas do capitalismo global e maquiavélico. Na Venezuela de Chávez, só há espaço para a verdade. Uma verdade. A de Chávez, é claro.


E tomem cuidado os norte-americanos. O seu tempo está passando. Se quiserem desafiar Hugo Chávez, é melhor se armarem. Pois, se mexerem com Hugo, Hugo começa uma guerra. Será como Davi e Golias. E Golias vai se dar mal...


Só uma inconveniente propensão para muito falar, é claro. Mais de um pensou, mas só um falou: por que não te calas? Tudo bem, porém. O muito falar provém do muito pensar, não é mesmo? E ninguém pode duvidar de que Hugo Chávez é um grande pensador. Agora, ele vai transformar as escolas de seu país em lugar de catequese de suas ideias. Nada como um pensador democrático e justo! Só há uma verdade, é claro! A dele!


Por isso e muito mais, gostaria de dizer que Hugo Chávez, junto com George W. Bush (acho que eles não se davam muito bem não...), é e sempre será um dos grandes líderes da humanidade!

domingo, 2 de agosto de 2009

George W. Bush


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Grandes líderes podem ser incompreendidos no presente.


Podem sair por baixo, com popularidade alarmantemente baixa e serem condenados por todos os erros dos outros (grandes líderes não erram!). Podem ser considerados um dos piores presidentes de todos os tempos! Podem ser alvo de críticas e sapatos! Podem ser acusados de financiar guerras para promover interesses particulares, de genialmente mentir para conseguir o que quer, e de continuar mentindo na cara dura! Muitíssimo fácil atacar leão manco e desdentado!


Mas ele foi - e isso será provado no futuro breve - um dos maiores líderes da humanidade! George W. Bush, um homem de origem humilde e trabalhador, um autodidata, um homem que não desiste nunca, vai ressurgir das cinzas e mostrar a todos por que ele é um grande líder.


Enquanto ele não faz isso, eu teço algumas considerações.


Em primeiro lugar, teve a eleição mais disputada de toda a História, que acabou empatada. Al Gore e George W. Bush pareciam defender os mesmos princípios econômicos, as mesmas ideias políticas - parecia que eles diziam a mesma coisa e, é claro, o eleitorado ficou dividido. Há sempre aquela atitude mais pop e mais carismática dos democratas, que tentam esconder falta de conteúdo em alguns casos (não, não estou me referindo ao Obama). E, no final da eleição, parece (só parece, não estou afirmando) que o Al Gore, defensor do meio ambiente, ganhou no voto popular. Mas ô lugar difícil para se entender uma eleição! Colégio eleitoral, delegados, super-delegados (tipo, um super-herói dos políticos?!)... E teve a votação na Flórida. Pegue uma cédula de voto de lá. Você iria ficar literalmente perdido! Mas a Corte Suprema, sempre imparcial, votou a favor de Bush.


E ele, o cara, foi eleito.


Convenhamos, depois do fim da União Soviética, os norte-americanos estavam um pouco perdidos. Não tinham um grande inimigo, nem nenhuma potência que os assombrasse. Tinha, é claro, o Saddan Hussein lá no Iraque, mas nenhum norte-americano ficaria acordado com medo que Saddam Hussein atacaria o sagrado solo norte-americano, berço da democracia e da liberdade.


Francis Fukuyama, por exemplo, já tinha afirmado que a história acabara, que a democracia e o capitalismo liberal dominariam o mundo. E parecia que Bill Clinton tinha feito tudo como manda o figurino. Então, muitos achavam que Bush seria somente mais do mesmo. Rotina. Depois de quatro anos, outro presidente continuaria a rotina. Os EUA nasceram para dominar e controlar... Desculpem, os EUA nasceram para guiar e liderar a humanidade. É o destino manifesto. Pronto.


Mas, eis que do mundo remoto surge um inimigo à altura de Bush. Bin Laden articulou o maior ataque terrorista de todos os tempos, matando mais civis em um único dia do que qualquer outro. Não usou bombas, não usou armas de destruição em massa, não usou nada disso. Usou a inteligência. Com um grupo pequeno de homens suicidas, equipados com armas de mão, Bin Laden fez o que ninguém pensou que poderia ser feito antes: usou os grandes aviões como armas. O impossível aconteceu. Com o ataque de 11 de setembro, os EUA, desde Pearl Harbour, tremeram. Nova York foi destroçada. Milhares de vítimas inocentes morreram. Um novo dia entrou para infâmia.


Para momentos difíceis, no entanto, os grandes líderes surgem. Bush, que havia sido um beberrão em sua juventude, que havia encontrado Jesus no meio do caminho! Bush mostrou a que veio. Logo, quando soube dos atentados, não se meteu em nenhuma base-buraco, mas decidiu, rápida e incisivamente, que os EUA deveriam atacar de volta. E quem eles atacariam? Saddam Hussein! Não, ele não. Segundo informações confidenciais, Bin Laden e Saddam Hussein são inimigos. Mas quem atacariam os EUA? Os talibãs que apoiaram Bin Laden.


Pronto! Agora, havia um grande inimigo. Um inimigo que deixava os norte-americanos, porque jogava um jogo sujo. Não declarava guerra por meios normais.


Assim, a guerra contra o Terror tornou-se o grande motivo dos dois governos Bush. Eles precisavam encontrar e matar Bin Laden e qualquer um que estivesse no caminho.
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Um grande líder precisa tomar decisões difíceis. Precisa ver além do que o homem e mulher comum veem. Precisa, como o filósofo alemão Nietzsche alcunhou, ir além do bem e do mal.



Ora, se uns poucos terroristas poderiam matar milhares de pessoas, a vida de um terrorista não poderia valer muita coisa, não é mesmo?


O que significa a tortura de um, se a vida de milhares está em jogo? O que significa a vida de um único indivíduo, caso sua perda corresponda a salvação de muitas outras? O que significa esses "direitos humanos" para pessoas que exatamente querem acabar com os "direitos humanos" de vez?



Precisamos de cães de guarda para defender nossos valores, como democracia, liberdade, igualdade e fraternidade. E os cães de guarda, meus amigos, devem ser mais terríveis que o lobo mau. Caso contrário, o lobo mau vai infernizar a vida das ovelhas, pois não vai temer o cão de guarda. Mas, agora, se o cão de guarda for terrível, se até o lobo mau temê-lo, aí sim, o lobo mau correrá muito e voltará para a floresta.


Dessa forma, Bush conduziu duas grande guerras contra o Terror. A primeira contra os talibãs no Afeganistão. Outra contra Saddam Hussein, no Iraque.


Mas Saddam Hussein tinha atacado os EUA no 11 de setembro?



Bem, na verdade, não. Mas Saddam era um inimigo dos EUA, não era? Saddam havia escarnecido do pai de Bush, não havia? E Saddam era mau. Bem, isso ele realmente era. Aliás, muito mau. Para citar um exemplo, ele muito provavelmente usou armas químicas contra os seus inimigos internos. Quando invadiu o Kwait, fez e aconteceu. Quando descobriu que Bush pai não o tiraria do poder, aos poucos, foi trucidando os xiitas que lhe fizeram oposição. Muita gente não gosta de Bush, pai e filho, mas isso não deveria fazer Saddam Hussein ser um cara legal e carismático para essa gente.



A questão é que, se confiarmos no que toda a imprensa afirma, Bush mentiu para iniciar a guerra contra Saddam. Bush assegurou a todos que o ditador iraquiano possuía armas de destruição em massa. Por isso, uma guerra preventiva era iminente. Podemos deixar Saddam, o louco, em paz, com suas armas de destruição em massa? Claro que não. Nós, norte-americanos, paladinos da democracia, defensores do mundo, temos o imperativo moral (bonito, hein?) de agir antes que ele aja
. Tipo, melhor atirar a primeira pedra antes de tê-la atirada em você. Sim, Bush acreditou em relatórios de várias agências. Mas as más línguas maldosamente, como é de seu costume, comentaram que o perigo das armas foi apenas um pretexto para a guerra. Não havia armas, como se provou depois, no entanto, a questão é se Bush, na época, acreditava ou não piamente nisso.



Podemos afirmar que sim, meus amigos!



Sim, Bush acreditava nisso e em muitas outras coisas mais! Podem ter certeza disso.



Um homem como aquele não poderia ter mentido assim. Seria muito sofisticado. Um bom mentiroso tem que acreditar em sua mentira. Hitler, por exemplo, com seus delírios de raça superior, foi um desses.



Começar uma guerra não é como ir ao cinema, ou comprar pão. Começar uma guerra é assunto sério. Os EUA, nessa matéria, deixaram muitos países para trás. Hoje, eles têm tudo. Podem matar um carrapato no cachorro de Pyongyang (e, provavelmente, nessa ação, matarão o cachorro, Pyongyang e tudo o que estiver no raio de um quilômetro). Dizem que tem a capacidade tática de enfrentar quatro guerras ao mesmo tempo (agora, que tipo de guerra? Com um país pequeno, grande ou médio? É bom saber, porque o nosso ministro está cobrando explicações a Obama e Hilary...). E, vamos falar a verdade, eles estão aprimorando essa questão de matar os outros sem morrer. Isso é o mais importante. Quando eles, finalmente, conseguirem esse artifício - usar só as máquinas na matança -, aí, meu amigo, não adianta chorar, reclamar ou contestar. Aí, eles vão dominar o mundo de cabo a rabo. Não tenha dúvida.



Mais um comentário sobre as guerras no Afeganistão e no Iraque. É consenso dizer, com exceção dos republicanos, que as guerras foram um erro. Talvez não a do Afeganistão, já que os talibãs apoiaram Bin Laden, mas, pelo menos, a do Iraque. Na verdade, pouca gente percebeu que taticamente elas foram geniais. Essas guerras exportaram os ataques terroristas
. Os ataques terroristas, se continuassem no território dos EUA, poderiam levar o mundo ao caos. Mas, com as guerras, os terroristas decidiram atacar as forças ocupantes. Com isso, os assassínios, atentados, emboscadas, homens-bomba, suicidas e tudo o mais fica nos países problemáticos. E não nos EUA ou na Europa. Essa foi uma genialidade do governo Bush.



E não me venham dizer que os EUA agiram unilateralmente, sem o consenso do Conselho de Segurança. Aliás, consenso entre EUA, Inglaterra, França, Rússia e China, vamos combinar que é uma tarefa árdua de se conseguir. Mas, ainda assim, e com a ajuda da incansável Inglaterra de Tony Blair e de outros países, os EUA é que decidem de que forma é melhor dominar o mundo. Salvo se outro país ficar mais poderoso que ele...



Outras considerações podem e devem ser feitas, como, por exemplo, a exemplar atitude de Bush perante o furacão Katrina e o seu papel no combate à crise financeira mundial.



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Ainda precisamos de historiadores corajosos para revelar o papel incontestável de Bush na política e economia mundial.

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