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domingo, 18 de novembro de 2012

Terra e vida inteligente

(Vai com um pouco de atraso esse texto escrito no dia dos finados... A preguiça e outros fatores me impediram de publicá-lo na data correta.)

Despertei neste dia de finados com dois bons textos sobre a possibilidade de vida inteligente fora deste humilde planeta.
São eles: Quão rara é a Terra?, do físico Marcelo Gleiser; e A vida como ela é, de Hélio Schwartzman (ambos da Folha de São Paulo).
Nesses textos, discute-se a descoberta do satélite Kepler de que há aproximadamente 10 bilhões de planetas com massa semelhante à da Terra.
Com isso se aumentam as possibilidades de existir vida inteligente fora da Terra, certo?
Errado.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lixo e você

Caminhava outro dia na rua do meu bairro.
(Moro em um loteamento novo, perto de um bairro antigo).
Enquanto admirava o ritmo das construções das casas (ganha-se dinheiro no mercado imobiliário, pois vendem-se ilusões), vi uma nova moradora pegar dois sacos plásticos de lixo, atravessar a rua e jogá-los no terreno baldio na frente da casa dela.
Isso mesmo. Ela jogou o lixo na frente da casa dela.
Há pessoas que fazem isso com terrenos baldios distantes de suas próprias residências, o que as torna, pelo menos em relação a seu ambiente imediato, menos porcas. Mas continuam porcas (pobre do porco! ser comparado ao ser humano...). Continuam porcas porque sabem que estão sujando esta rocha chamada Terra.
E, aqui no meu bairro, não há nem a desculpa de que o lixeiro não passa. O lixeiro passa segundas, quartas e sextas.
Mesmo assim, joga-se o lixo em terreno baldio.
Ainda outro dia, vi uma mulher, bem vestida, no banco de carona de um carro metido à besta (é, há carros metidos à besta), acabar de comer um salgado e jogar o papel fora do carro. Na maior. Sem medo de ser feliz.
Para que se preocupar, não é mesmo?
Para que ser consciente de que todo o lixo que jogamos neste mundo, de que todo esse monturo voltará para nos assombrar?
(Imagine, ó leitor ou leitora, um grande monstro de excrementos, de detritos e de plástico se levantar e esmagar todos nós! Seria interessante... Talvez eu escreva um post em que Merdazila invada o Brasil.)
A ignorância é uma benção. Para o ignorante. A curto prazo.
A ignorância é uma maldição. Para todos nós. A longo prazo.
E assim caminha a humanidade...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Proposta para o Casamento Homoafetivo

Meus prezados, como somos bem informados, sabemos que a união civil entre pessoas do mesmo sexo ou uniões homoafetivas foram reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal em uma decisão histórica. É claro que tal decisão foi um grande avanço dos direitos dos homossexuais e, por conseguinte, no direito de todos nós, mas a união civil, apesar de praticamente abranger todos os aspectos do direito civil e familiar, não é ainda o tão sonhado direito de se casar. O casamento, ato em que solenemente duas pessoas se unem para formar uma família, ainda está longe das mãos dos homossexuais. Enquanto os heterossexuais podem usufruir as benesses (e malefícios...) do casamento, isso está fora do alcance dos homossexuais.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Crucifixos na berlinda e Minha Humilíssima Proposta

Uma polêmica surgiu e despertou este blog de sua letargia pré-morte.

Os crucifixos podem ou não permanecer nas repartições públicas?

A imagem do Cristo crucificado, em seu momento de maior angústia que, por paradoxo religioso, significa também seu momento de maior vitória (vá lá, descontada a ressurreição…), deve permanecer presente em repartições públicas de um Estado-nação pretensamente laico?

domingo, 2 de outubro de 2011

Macaco Tião volta e ataca: humanos ou animais?

Vocês são todos testemunhas que eu, um macaco defunto, vez ou outra, faço minha voz soar do além para dizer algumas verdades para vocês, humanos.

Muito me indigno, no entanto, quando vocês, humanos, nos desdenham a nós, primatas superiores a vocês!

Bem sei que há muito Jane Goddal mostrou em seus espetáculos televisivos que somos também destrutivos, aguerridos, conspiratórios e, enfim, bem mais humanos que os outros animais. Aliás, já comentei sobre isso neste blog ínfimo, logo aqui.

Mas vocês ainda vêm com o disparate de nos chamar de humanos? De nos comparar com vocês, bichos destruidores e maléficos?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Louco, eu? De forma alguma… ou o Experimento Pangloss–parte II

Doutor Pangloss gritava:

“Me tirem daqui! Eu não sou louco! Era tudo faz de conta, tudo parte de um experimento! Eu exijo que me tirem daqui, seus desgraçados!”, e doutor Pangloss bufava, babava, batia as mãos na cabeça, caía no chão.

“Vê-se bem que o doido não tá doido”, disse a enfermeira para o enfermeiro.

“A primeira coisa que eles dizem é que não são doidos”, disse o enfermeiro para a enfermeira.

“Mas eu não sou doido. Eu sou um respeitado pesquisador de psicologia. Eu sou o eminente doutor Pangloss!”

“O seu colega da esquerda pensa que é Napoleão Bonaparte'”, disse a enfermeira.

“O da direita ora diz que é Lula, ora que é FHC. Realmente um caso muito interessante”, disse o enfermeiro.

“Mas eu não sou louco! Eu não sou louco”, esbravejou com fúria doutor Pangloss, o que deixou Lula/FHC ou FHC/Lula e o pobre Napoleão nervosos e agitados. A enfermeira olhou para o enfermeiro e este percebeu que era hora de dar o mata-leão no pobre doutor Pangloss. Este ainda tentou contra-atacar, mas o enfermeiro o agarrou enquanto a enfermeira injetava na veia o doce tranquilizante. E doutor Pangloss caiu em um sono sem sonhos…

sábado, 27 de agosto de 2011

A Defesa da Bomba Atômica – parte II

Eu: “Conforme prometido, continuo a minha defesa da bomba.”

Leitor: “Tá, tá. Já sei. Não dá para entrar no seu argumento logo?”

Eu: “Calma, leitor. Só peço um pouco de paciência…”

  O Mundo Depois da Bomba

Vocês conhecem que o argumento dos EUA para terem usado a bomba em Hiroshima e Nagasaki era forçar uma rendição do Japão? No argumento, os americanos dizem que eles pouparam vidas (norte-americanas, bem entendido…), pois a esperança japonesa era matar tantos americanos quanto pudessem para, por sua vez, poderem negociar um tratado de paz mais palatável a seu gosto. Também tinha aquele negócio samurai de que japonês não perde nunca, que é melhor morrer que perder, que, se perder, o negócio é se matar…

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Defesa da Bomba Atômica– parte I

O que era a pólvora? Trivial. O que era a eletricidade? Inexpressiva. Essa Bomba Atômica é o Segundo Advento em Ira!
Winston Churchill
Isso mesmo, leitor. Você não leu errado. Trata-se aqui da defesa da bomba atômica (e não sobre a defesa contra a mesma)– esse dispositivo tão atacado, tão difamado e tão odiado pela intelectualidade, pelos ativistas e pelo homem normal (com exceção, claro, dos militares, dos políticos e do Ahmadinejad…). Sim, meus leitores queridos, eu vou defender com o frio raciocínio que a bomba atômica foi um avanço para a humanidade e, mais do que isso, uma garantia para a nossa existência. Paradoxal, não é mesmo, leitor? Mas aqui, neste blog, sempre defendemos o uso do frio raciocínio paradoxal.
(E deixemos, claro, de lado essas questões menores de quem roubou quem na política brasileira, ou ainda e em menor magnitude, na política de qualquer país!)
Se o leitor se dispuser a ouvir meus argumentos sem preconceitos, a colocar a mão na consciência e refletir sobre nossa (mal)dita condição humana, eu creio que o leitor perceberá, sim, que a bomba atômica nos salvou. A nós, enquanto humanos, e a todos os seres viventes deste planeta (bem, sobretudo aqueles que ainda não dizimamos…). O leitor, ainda em choque com meus argumentos, pode partir de duas hipóteses: ou o presente escriba é um louco (e eu não nego veementemente que não esteja louco, porque sei, de antemão, que a primeira coisa que os insanos fazem é negar veementemente que estejam loucos…) ou o presente autor é um piadista. Eu, enquanto objeto de análise, não declaro nada, pois não sou autoridade no assunto. Deixo tudo para o leitor. Se louco ou piadista, é com você leitor e sua capacidade intelectual. O leitor mais fino e irônico notará que uma hipótese não exclui necessariamente a outra…

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mercado financeiro e a fome na África

Você que acompanha as notícias do mundo viu, leu, cheirou e comeu notícias sobre o fim-do-mundo-das-bolsas (outro fim de mundo, não é mesmo?) por causa do limite de endividamento dos nossos vizinhos yankees e do seu subsequente rebaixamento (levou notinha vermelha, levou?) e sentiu a facada da abrupta queda como se tivessem mesmo encostado uma faca no seu dorso e levado a outra bolsa – aquela que carrega com você (se você for mulher, pois se for homem…) e chorou como choram os bebês vendo o investimento sucumbir aos humores deste mundo insano.

Tudo bem! Não tenha medo.

O mundo está mudando, é certo. Os EUA não são mais como eram. A Europa está com pé na lama. A Inglaterra, em pé de guerra. O Japão, em frangalhos (mas, ei!, eles ganharam dos EUA no futebol feminino, não é?) E a China continua crescendo.

O mundo está mudando, mas algumas coisas não mudam nunca.

Por exemplo?

A fome na África.

Milhares de pessoas estão morrendo de fome literalmente. E vão morrer. E isso não muda.

Então, o mundo não está mudando tão intensamente, como dizem por aí.

Não é reconfortante, leitor?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Drogas: porque a Legalização não vai mudar nada (ou lá muita coisa)…

Essa é minha opinião, leitor. Eu acho que não vai mudar nada. Quero dizer, não vai mudar lá muita coisa. Talvez fique mais fácil curtir um barato de determinado tipo de droga; talvez nas festinhas de treze anos, em vez de uma bebidinha escondida (agora, nem tanto, não é mesmo? Hoje os adolescentes e pré-adolescentes são assíduos frequentadores de bares…), ofereçam um baseadinho (ué? mas já não fazem isso?)… Mas basicamente não vai mudar nada. Por quê? Bem vamos lá…

O Estado vai liberar o uso de todo e qualquer tipo de droga? Muito difícil. E não vi ninguém defendendo essa tese. Todo mundo que defende a descriminalização das drogas sempre anda na ponta do pé para não parecer avançado demais (o que é lá muito difícil…). Além disso, há drogas que, pela violência química, tornam o indivíduo em um escravo com poucas doses, como o crack, o óxi e as futuras ainda não inventadas… Dessa forma, mesmo com uma descriminalização ainda que radical, sempre haverá drogas ilegais.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Pessimista Radical e O Otimismo Psicótico

Claro para ser pessimista é preciso ser radical. É preciso ser pessimista até o fundo da alma (se você acredita em alma, tudo bem! Caso contrário, é figura de linguagem!). O cara não pode ser pessimista quando está chovendo e otimista quando está sol. Tem que ser pessimista sobretudo quando o dia está ensolarado. O dia ensolarado é uma conspiração cósmica para afirmar que a vida é boa. A vida é boa, meus caros, mas depende das condições de temperatura e pressão. A vida é boa, o pessimista radical pode afirmá-lo, mas a vida boa é muito precária. Qualquer alteração nas condições e adeus vida boa! A vida é boa, o pessimista radical terá a coragem de dizê-lo, mas o comum é a vida miserável, a vida miserável em todos os seus matizes, desde a vida miserável dos pobres à miséria moral dos ricos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Diálogo entre um otimista e um pessimista

Otimista – Você viu, meu caro, que o STF aprovou a união estável entre pessoas do mesmo sexo. É um grande passo para o Brasil. Para acabar com o preconceito.
Pessimista – Pode ser, mas eu acho que não.
O – Por que não, meu amigo? Agora casais homossexuais têm os mesmos direitos de casais hetero…
P – Tudo bem. É um avanço, mas acho que o preconceito não vai acabar não. Talvez até aumente.
O – Meu caro amigo, creio que você tenha uma visão muito pessimista da vida...
P - Se você tá dizendo...
O – Eu acho que o preconceito vai acabar sim. Por exemplo, o Congresso vai votar a lei contra a Homofobia.
P – No congresso? Bem, lá essa lei não passa. Já viu como tem uma bancada extremamente retrógrada.
O – Então que eles façam uma consulta popular…

domingo, 11 de julho de 2010

A Grande Privada Pública continua…

Em uma matéria na última edição da VEJA, comentou-se sobre o recorrente problema do ato de urinar em público. Ora, os homens (e algumas mulheres, conforme já presenciei de fato) muitas vezes se aliviam publicamente, transformando o espaço público em uma tremenda privada. Foi o que alertei, há quase um ano, no meu post Privada Pública ou Consideração Filosófica sobre a Grande e Pequena Corrupções, no qual narrei alguns fatos e um pesadelo muito estranho que me atemorizou. O fato é que a urina pública é uma afronta aos princípios básicos de higiene, de etiqueta e de respeito. Respeito não só com o próximo, aquele que poderia passar no exato momento do ato de urinar ou que passará depois quando o fedor de amônia for insuportável, mas também respeito com o bem público – e sobre isso talvez me explique em outro post.
Estava andando pelas ruas de minha cidade – minha na medida em que nela vivo – quando me deparo com um homem de idade respeitável urinando encostado em um muro. Resmunguei um pouco, mas o velho virou a cara para mim e piscou o olho direito. Que fazer? Continuei o meu caminho. Na mesma semana, eu o encontrei novamente e novamente o infeliz estava urinando, agora próximo a um poste. Os horários dos encontros eram os mais variados. Na primeira vez, foi bem de manhã, eu estava indo dar aquela caminhada matinal. Na outra, foi perto das sete da noite e, dessa vez, ele estava, mais ou menos, escondido. Fora o fato de urinar em público, notei que o homem, já com seus cabelos brancos, demonstrava a maior seriedade e respeitabilidade. Percebi que se tratava de um homem que perdera o juízo. Tive a certeza quando ele, na terceira vez que nos encontramos na praça principal da cidade, me contou o seu credo político.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Copa do Mundo: Grandes e Pequenas Ilusões

(Atenção! Se você procura um post em que se esculache a seleção brasileira e o técnico Dunga, vá procurar em outro lugar. Não os defendo e nem os acuso. Este post foi escrito antes da derrota brasileira e possui um intuito, digamos, “filosófico”)
Há pouco tempo, escrevi um post sobre a Copa do Mundo, intitulado A Copa do Mundo ou a Grande Preparação, no qual eu, em breves linhas, defendia que a copa do mundo de futebol ou, se você for um leitor norte-americano, de soccer ou qualquer outro grande evento esportivo serve para um escape de nossas tendências bélicas e, ao mesmo tempo, para uma preparação para guerra. Se quiser ler essa pérola, vá lá, leitor.
Só o cito demoradamente, porque, em determinado momento do post, eu, em minha auto-ilusão, afirmei que ganhar ou perder a copa do mundo pouco ou quase nada significaria em nossa mínima vida cotidiana. Em meu argumento, ganhar a copa significa muito para os jogadores, a comissão técnica e seus patrocinadores. Mas um amigo, que não gosta muito de internet e que leu meu texto depois de muita insistência minha, comentou essa passagem do seguinte modo:
"Não interessa se a vitória ou a derrota realmente significa pouco para nós, torcedores. Significa muito, pois acreditamos que significa muito. É uma ilusão, mas as ilusões são reais para quem acredita nelas."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Comentário sobre Posts de Futebol

Meus queridos,
Posso afirmar que há temas e temas.
Dos temas deste blog, pouco ou quase nada há sobre esporte, senão uma irreverente e desproporcional tentativa de consideração filosófica. (O que muito pode dizer de minhas afenidades eletivas!)
Claro que quem cliqua no link ou faz uma busca no google (quem aí ainda usa o yahoo ou começou a usar o bing?), procurando na internet sobre sátiras de futebol ou copa do mundo, nada quer saber de coisas filosóficas!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Justiça é boa... para os pobres criminosos


Vivemos em um Estado Democrático de Direito e, sob a égide da justiça, sob o seu escudo protetor, deveríamos viver a nossa minúscula vida de cada dia. Deveríamos ter a consciência de nossos direitos e deveres, deveríamos respeitar as leis, deveríamos viver em harmonia e paz com os nossos semelhantes (e, com isso, não haveria necessidade das leis e de legisladores), deveríamos viver nossa minúscula vida de cada dia sem estresse e sem temor. Sem o medo constante de ser esmagado por outro ser humano. Mas, ai de nós!, a nossa pobre condição humana está cercada de perigos e monstros por todos os lados, sendo o maior monstro o próprio homem (e mulher também, preste atenção!, não sou machista!). Sim, eu sei que há perigos que não são humanos, como terremotos, maremotos, raios, aquecimento global (espera, mas esse não fomos nós que criamos?...) e a fúria dos deuses. Contra esses males, pouco ou nada podemos. Mas o mais insidioso mal, aquele que merece o nome de mal, é o mal do próprio ser humano. E, contra esse mal, o homem sempre se dirigiu à Justiça.

domingo, 13 de junho de 2010

Copa do Mundo ou a Grande Preparação

Meus caros colegas,

Sou um daqueles que normalmente vivem como normalmente todos vivem.
Reclamo dos impostos, reclamo do trânsito, reclamo do trabalho, mas, depois de tanto reclamar, admiro as coisas boas da vida. Sei que, nesse quesito, as coisas boas da vida, não há também nenhum consenso, pois, como no já batido mas não menos verdadeiro lugar-comum, o que pode ser bom para mim pode ser de péssimo gosto para você, e essas diferenças de gosto, de preferências, de escolhas não só ocorrem em casos de radicais diferenças sócio-culturais ou econômicas, mas principalmente - e aqui o que há de inexplicável - ocorrem também na mesma casa, entre irmãos, entre pessoas do mesmo nível sócio-econômico, com o mesmo tipo de formação, entre vizinhos. Ou melhor, entre aqueles que, por diversos motivos, se consideram próximos. A esse fenômeno, podemos chamar as diversas ordens de valores, que convivem dentro da mesma sociedade, mas sobretudo dentro da mesma alma. Sobre esse tópico, gosto muito da frase de Weber: "No teor das convicções mais profundas de cada pessoa, uma dessas éticas assumirá as feições do diabo, a outra as feições divinas e cada indivíduo terá de decidir, segundo sua própria ótica, o que, para ele, é deus e o que é diabo" (em "A ciência como vocação"). Ou, resumindo, o diabo de um é o deus do outro, e vice-versa. Ou cada cabeça, uma sentença.
Mas por que começo esse tópico Copa do Mundo com esse aparte pseudo-filosófico?
Por que não começo esse post com a celebração deste grande evento mundial?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Volta do Macaco Tião e O Buraco da Deepwater Horizon

Meus nobres humanos,

Chamo nobres por simples e puro respeito, já que eu, como macaco, sou um sujeito respeitador e de bons costumes, muito embora eu tenha jogado em vocês minha urina e minhas fezes misturadas à lama de minha jaula. Fiz isso simplesmente para divertir vocês, pois, quanto mais eu jogava, mais vocês riam.
Informo que estou de volta.
Fiquei muito tempo calado aqui no limbo dos primatas.
Enquanto vocês destroem este planeta, enquanto vocês poluem cada vez mais esta rocha chamada Terra, enquanto vocês consumem tudo em nome de seu progresso econômico.
Sim, eu venho denunciar a nefanda destruição que vocês, humanos seres, estão concretizando neste terceiro planeta do sistema solar.
Não adianta vocês me afirmarem que precisam do crescimento econômico para manterem seus empregos, para manterem seu nível de vida, para manterem as inumeráveis futilidades de sua vida!
Sim, a vida de vocês, humanos, é fútil.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bullying: o caso de Bobo

Meu nome é Bobo. Já me apresentei a vocês aqui. Não é bem meu nome, mas um apelido, pois todo mundo me chamava de bobo e ninguém que eu conheça me chama pelo nome de batismo, nem mesmo minha pobre mãe. Acho que já falei isso pra vocês, mas não me lembro muito bem, porque sou Bobo, o bobo.
Hoje, meu amigo, o autor satírico deste blog, me pediu para falar de bullying. Eu perguntei o que? Disse que não sabia falar inglês, nem francês, pois não saía nada da minha boca que não fossem as palavras que sempre falo. Ele falou que eu falo português, mas, dando com os ombros, respondi que nunca vi nenhum português a não ser o seu Joaquim da padaria, mas o seu Joaquim já faleceu e, se eu o vir de novo, vou correr muito, pois tenho medo de alma penada.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Fantástico Mundo de Bobo

Este blog já foi mais democrático. Inúmeras vezes dei espaço para os desvalidos que, em nenhum outro lugar, o teriam para expor seus profundos pensamentos. Por isso, quando conheci meu grande amigo Bobo, percebi que tinha a chance perfeita. Bobo é um cara simpático, um pouco atrapalhado nos pensamentos, mas bem legal se tivermos paciência em acompanhar a rapidez (! - ponto irônico) de suas ideias.
Conheci-o andando nas ruas deste Brasil grande de Deus. Sempre a coçar a cabeça, ele me perguntava tudo e qualquer coisa quando começamos a nos tornar mais amigos. Sempre com um jornal nas mãos, ele os lia com simplicidade de um grande gênio. Mas vamos ao pensamento de Bobo, o grande pensador.
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