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domingo, 7 de outubro de 2012

Ainda as Eleições...

Hoje é dia de eleição. O momento mágico da democracia.
Se você acredita nisso!
Claro, claro. Virá e alguém e me dirá que estou sendo cínico, abusado e profanador da mais alta e idolatrada forma de governo,a democracia (pelo menos, do Ocidente. E não sempre...).
Não me levem a mal. A democracia, conforme dito por Churchill, é a menos pior de todas as formas de governo. Bem entendido, eu não acredito que exista a melhor forma de governo. Assim também como não há melhor dos mundos possíveis. Para mim, diferente de algumas pessoas mais radicais, um mundo onde tudo fosse democrático, isto é, onde todos poderiam decidir sobre tudo e todos por meio do voto (algumas universidades federais operam dessa forma...), seria um mundo bem mais chato e demagógico de se viver. Por isso, as eleições a cada dois anos, para mim, já está um pouquinho razoável.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eleições: Novo (ou Antigo...) Método de Escolha do Candidato

Neste período de eleições, vemos desfilar diante de nós, humildes eleitores, de nós que não queremos saber de política, que estamos enojados de políticos, que não acreditamos em políticos, nós, os enfadados, os desacreditados, os descrentes, os desiludidos, nós vemos o desfile corajoso dos candidatos a cargos públicos.
Posso afirmar, pelo menos de meu ponto de vista estritamente pessoal, que nunca vi candidatos tão bem preparados, tão bem articulados e inteligentes.
Cada um deles afirma basicamente o seguinte de si mesmo:
1) Que é o mais preparado
2) Que é o melhor
3) Que é o mais honesto
4) Que é o mais legal
5) Que é o escolhido por Deus
6) Que é o mais amoroso
7) Que é do "povo"
8) Ah, e ele é humilde pra caramba

E cada um deles afirma do seu oponente o seguinte:
1) Que é o menos preparado
2) Que é o pior dos candidatos
3) Que é o mais corrupto
4) Que é o mais estúpido
5) Que é o escolhido do Diabo
6) Que é o mais odioso
7) Que é da "elite"
8) Ah, e o cara é orgulhoso pra cacete!

Sim, sim. Fica difícil escolher.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Festival da Democracia: Entrada Obrigatória

De todos percalços da Democracia em nossa terra amada e idolatrada, eu nunca paro para pensar na desfaçatez que é o voto obrigatório.
Votar não é escolher? Não é o exercício máximo da liberdade?
Pois é!
É obrigatório!
É como se houvesse um policial e o policial dissesse: "Você tem liberdade, meu amigo!"
"Liberdade de quê?"
"De apanhar calado!"
Para o homem médio, nada mais normal do que a obrigatoriedade do voto. Sempre foi assim, não é mesmo? Melhor o voto ser obrigatório do que não haver voto... Concordo. Mas, ainda assim, é uma excrecência, uma parvoíce e um desserviço. Deveria votar quem se sente compelido a votar, quem quer decidir, quem quer escolher decidir (ou melhor, quem tem a ilusão de que está decidindo alguma coisa...). 
O voto obrigatório, por si, é uma das formas como o Estado brasileiro dá um tapinha nas costas do cidadão e confessa a ele: Veja, meu caro, você deve votar! Se não votar, vai sentir a minha ira.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O candidato fala a verdade para o povo!

O candidato à reeleição da cidade de N. em Tupiniquim, Tomás Armando Mutretas, fez um discurso inflamado, pondo todos os pingos nos is!
Sem mais delongas, vamos ao discurso desse curioso candidato:

"Todo mundo gosta de dizer: em meu governo. Todo mundo diz assim: 'Em meu governo, não vai ter isso', 'em meu governo, vou fazer aquilo'. Se vocês ainda não perceberam, isso tudo são balelas. Contos de fada. Nós, políticos, gostamos de nos fazer de importantes, mas, na verdade, somos somente peões do capital. Por isso, eu digo: no meu governo, eu garanto que vou servir aos interesses dos mais poderosos, dos mais ricos, dos donos do transporte público e das grandes empresas. Essa é verdade. Nua e crua. Mas vocês, meus caros eleitores, não gostam da verdade dita nua e crua, mas, sim, de uma mentira bem vestida e cozida. Nós, políticos, vivemos dessas mentiras, somos pagos por essas mentiras, queremos essas mentiras. Claro que há uns e outros que não percebem isso, que dizem a verdade, como eu!

domingo, 16 de setembro de 2012

Reforma Política (de novo!!!)

Meus queridos leitores,

Já tratei desse assunto diversas vezes (dá uma googada aí) e todas as vezes minhas propostas são amplamente debatidas e comentadas na sociedade (risos!), mas, como todas as propostas realmente inovadoras, são corrompidas e mal-interpretadas (vão rir de novo?).
Pois bem. Agora eu tenho um conjunto de regras que será definitivo. Depois disso, quem quiser ser político realmente está interessado na coisa pública pela coisa pública (e não para aumentar a sua coisa privada...).
Vocês verão!
E, se eu for eleito, vocês podem ficar tranquilos que implementarei essa reforma de imediato.
Minhas propostas:

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Reforma Política Revisitada ou Laranja Mecânica para os Nossos Nobres e Honrados Políticos

Podemos observar certo marasmo em torno da questão da gloriosa Reforma Política. Depois de tantos casos de corrupção, creio que seria a reforma a ser implementada. No entanto, os políticos parecem discordar de mim. Ou melhor, todos concordam com uma reforma política, mas qual reforma ainda é um caso a se discutir, não é mesmo? Vocês mesmos podem ver que tratei bastante desse assunto em meu arquivo de textos (sobretudo aqui, aqui e, ufa!, aqui). Algumas propostas ainda não foram devidamente testadas, como o Big Brother de Políticos, mas eu, depois de muito deliberar comigo mesmo no silêncio da noite e na solidão da loucura, cheguei à triste conclusão de que, mesmo com toda a vigilância possível e impossível, mesmo se instalássemos um microchip no cérebro do homem político para registrar todas as suas ações e pensamentos, ainda assim poderíamos ser ludibriados pelo nosso ilustríssimo representante. Justo dizer que os nossos políticos mostraram-se em todas essas décadas de renovada democracia grandíssima habilidade na arte de furtar e de enganar.

Dessa forma, precisamos de uma reforma mais radical. Precisamos entrar na psique mesmo do político e inibir, de dentro para fora, a corrupção.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Direito dos políticos ou uma pequena emenda à Constituição…

Meus amigos,

Todos que me acompanham sabem que sou um defensor da moralidade e dos bons costumes, que sou um defensor da ética e da etiqueta (sobretudo esta sobre aquela) e que sou um dos cobradores dessas atitudes por parte de nossos políticos.

Nossos representantes, no entanto, sofrem demais. São pressionados por todos os lados. Não podem assistir um filme em paz, ou receber uma propina sem câmera escondida! Que absurdo!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Drogas: porque a Legalização não vai mudar nada (ou lá muita coisa)…

Essa é minha opinião, leitor. Eu acho que não vai mudar nada. Quero dizer, não vai mudar lá muita coisa. Talvez fique mais fácil curtir um barato de determinado tipo de droga; talvez nas festinhas de treze anos, em vez de uma bebidinha escondida (agora, nem tanto, não é mesmo? Hoje os adolescentes e pré-adolescentes são assíduos frequentadores de bares…), ofereçam um baseadinho (ué? mas já não fazem isso?)… Mas basicamente não vai mudar nada. Por quê? Bem vamos lá…

O Estado vai liberar o uso de todo e qualquer tipo de droga? Muito difícil. E não vi ninguém defendendo essa tese. Todo mundo que defende a descriminalização das drogas sempre anda na ponta do pé para não parecer avançado demais (o que é lá muito difícil…). Além disso, há drogas que, pela violência química, tornam o indivíduo em um escravo com poucas doses, como o crack, o óxi e as futuras ainda não inventadas… Dessa forma, mesmo com uma descriminalização ainda que radical, sempre haverá drogas ilegais.

sábado, 18 de junho de 2011

Emprego dos Sonhos: Ambientalista na Floresta Amazônica

Você é um idealista, leitor? Acredita que, se todo mundo desse as mãos, o mundo seria um lugar melhor? Acredita que, se não houvesse armas de fogo no Brasil, a violência acabaria? Acredita (essa é boa, leitor) que a literatura pode mudar o mundo (mas o que é que a literatura tem a ver com esse tema?)? Acredita que, se não lutarmos para defender a floresta amazônica, o mundo vai deixar de existir?

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sátira e Política: um caso de amor

O que faríamos nós, autores satíricos, se não fosse a Política? Ou, melhor, se não fossem nossos amigos políticos? Muito menos do que fazemos hoje. Talvez estivéssemos até mesmo desempregados.Talvez conseguíssemos fazer sátira dos costumes, dos economistas, dos advogados (sempre perigoso, pois gostam de nos processar tanto quanto os políticos…) e de outros assuntos menos empolgantes.

Mas por que a política é tão empolgante? Por que apontamos sempre o erro dos políticos, se são como nós seres humanos frágeis e falíveis? Não sei, leitor, mas talvez seja porque eles escolheram – ou o povo os escolheu – para ir para a grande arena do mundo decidir o que é ou não melhor para nós. Enfim, eles, quer por nascimento ou por escolha individual, mostraram ânimo para entrar na dita vida pública. E não se engane, leitor, mas, desde o começo da democracia, quando a coisa pública era privativa dos cidadãos gregos (os outros, como mulheres e estrangeiros, não tinham lá muito espaço…), vivíamos (nós enquanto seres humanos) querendo que os políticos resolvessem todos os nossos problemas. Sim, eles seriam os nossos salvadores. Os salvadores da pátria. Mas, ai de nós!, eles conseguiam, sim, era arrumar mais trapalhadas. Tudo bem, dizíamos. Resolva esse problema que você mesmo inventou ou colocamos outro aí para resolvê-lo. Aí é que era guerra mesmo!

sábado, 28 de maio de 2011

Carro de luxo para os nossos representantes é pouco…

8763206-old-rusty-car-next-to-a-poor-house-vladivostok-russiaCarros de luxo para nossos representantes? Que absurdo, não? Um ultraje, um desastre, um descaso, uma desumanidade!

Uma desumanidade contra nossos representantes!

Concorda comigo, leitor? (Pois se não concorda, discorde nos comentários!)

sábado, 21 de maio de 2011

Palocci para Ministro do Desenvolvimento


Vejamos, meus caros leitores, quem você gostaria que fosse o Ministro do Desenvolvimento?
Alguém que saiba o que é fazer a coisa crescer!
Palocci sabe fazer a coisa crescer. O patrimônio dele aumentou 20 vezes em quatro anos!
Imaginem, leitores, o que ele pode fazer com o PIB desse país.
Ele já foi Ministro da Economia. Hoje é da Casa Civil, mas convenhamos, leitores, que nem economia, nem política é com ele, mas sim desenvolvimento! Ganhar dinheiro e não embarreirá-lo!
(Tendo em vista o alto desempenho da empresa dele, acho que ele faz jus a uma participação nos lucros, caso venha a ser o nosso Ministro de Desenvolvimento. Tomara que isso aconteça!!!)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Morte de Obama, digo Osama

obama e osama
Osama Bin Laden morreu. Agora teremos um post sério para variar… Sério mesmo? Fica a critério de vocês, caros leitores.
Mas Osama Bin Laden morreu. É fato. Pode até ser que, por terem dado sumiço no corpo dele momentos depois de sua morte, alguém depois de um tempo venha e diga que tinha visto Osama na esquina, ou no supermercado. Outros vão usar Osama para os seus próprios ataques terroristas (como se não fossem de qualquer outro modo…). Outros ainda vão alegar que são as encarnações do dito-defunto. Enfim, Osama, que já era um mito, vai continuar sendo…

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Inflação, o monstro bonzinho


Um economista disse que todo mundo se acha economista. Sobretudo políticos…
Eu, que não sou economista, que não sou nada aliás, vou dar meu pitaco em matéria tão séria. Ou melhor, tão exotérica. Sim, basta alguém normal começar a cursar economia que, logo, ele está dizendo que tudo é economia, demanda, oferta, elasticidade, etc. Interessante que um historiador vai dizer que tudo é história; um político que tudo é política… Bem, mas não é sobre isso que vamos conversar.
Vamos falar do bicho-papão, moçada. Vamos falar da inflação.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Big Brother da Política

Gostou da ideia, leitor?
Imagine uma câmera atrás de seu político vinte e quatro horas por dia? Imagine uma equipe inteira atrás de nossos ilustríssimos políticos, registrando todas as conversas, todos os encontros, todas as maracutaias?
E sem aquela desculpa: “isso aqui é minha privacidade!” Tem que ser vinte e quatro horas. Mesmo no país calvinista e hipócrita como os EUA (ô meus amigos norte-americanos, é só uma brincadeirinha, viu?), Bill Clinton ainda mandou ver na Casa Branca!!!
Por isso, nosso Big Brother Político não vai ter espaço para nada. O político tem que encarar a vida pública vinte e quatro horas por dia.
E não só durante as eleições, como eu sugeri em minha Reforma Política, mas durante o tempo todo.
Se não aguentar, nem vem!
Se quiser servir o povo, pode servir aparecendo de verdade nas telinhas (e não naquelas maquiagens da realidade chamados programas eleitorais).
Mas tem que tomar cuidado com o político. Vai que ele se acha vítima de bullying!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Loteria Eleitoral: proposta para a reforma radical de nosso processo eleitoral

Em um post recente, muitíssimo comentado nos meios virtuais (ponto irônico, por favor!!!), sobre o memorável festival da democracia que são as eleições (que você pode ler aqui), eu apenas sugeri um novo tipo de escolha eleitoral (aqui não teríamos um pleonasmo?). Minha proposta hoje é avaliar se esse novo tipo de processo seria melhor ou pior do que o atual.
Que proposta era esta?
Minha humilíssima proposta é a seguinte: não mais teremos eleições, não mais teremos votos e candidatos. Muito menos campanha eleitoral, com toda aquela parafernália, todo aquele bendito lixo, propaganda eleitoral obrigatória, negociatas para compra de votos, para troca de favores. Meu novo método irá acabar com isso tudo de uma vez só, como se desse um tiro fulminante em um tigre, matando-o de uma vez. Mas há-de se ter cuidado, não é mesmo? Pois esse tigre costuma ter sete vidas…
Mas no lugar de eleições, no lugar do voto, o que teremos? Simples, meus caros, teremos uma loteria. Uma loteria eleitoral!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eleições: O Festival da Democracia ou Quando a Cara de Pau é Pouca...

Sabemos, desde os primórdios da democracia moderna, que esse negócio de eleições iria nos perseguir o resto de nossa precária existência. A cada dois anos, uma nova campanha. A cada dois anos, o mesmo martírio, as mesmas cenas, as mesmas mentiras. A cada dois anos, caras velhas e novas, joviais e arrogantes, ou humildes e tristes. A cada dois anos, nós temos o espetáculo da democracia, a incrível peça de teatro do estado de direito.

Para uns, é uma comédia. Para outros ou para a maioria, uma tremenda tragédia.

Mas por que estou reclamando das eleições? Não são elas a Festa da Democracia? Não são elas o coroamento de nosso sistema político? Não são a melhor maneira de se governar no mundo?

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Justiça é boa... para os pobres criminosos


Vivemos em um Estado Democrático de Direito e, sob a égide da justiça, sob o seu escudo protetor, deveríamos viver a nossa minúscula vida de cada dia. Deveríamos ter a consciência de nossos direitos e deveres, deveríamos respeitar as leis, deveríamos viver em harmonia e paz com os nossos semelhantes (e, com isso, não haveria necessidade das leis e de legisladores), deveríamos viver nossa minúscula vida de cada dia sem estresse e sem temor. Sem o medo constante de ser esmagado por outro ser humano. Mas, ai de nós!, a nossa pobre condição humana está cercada de perigos e monstros por todos os lados, sendo o maior monstro o próprio homem (e mulher também, preste atenção!, não sou machista!). Sim, eu sei que há perigos que não são humanos, como terremotos, maremotos, raios, aquecimento global (espera, mas esse não fomos nós que criamos?...) e a fúria dos deuses. Contra esses males, pouco ou nada podemos. Mas o mais insidioso mal, aquele que merece o nome de mal, é o mal do próprio ser humano. E, contra esse mal, o homem sempre se dirigiu à Justiça.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Crescimento Econômico é o Nirvana...

Sim, o crescimento econômico é o nirvana, a justificativa última, o paraíso, o sétimo céu, o santo grau dos políticos e economistas!
Com o crescimento, tudo é perdoado; todos os erros, esquecidos; todos os pecados, absolvidos; toda a sujeira, varrida para debaixo do tapete.
Com crescimento econômico, até ditadura se mantém firme e forte (dá-lhe, China!).
Não, não estou querendo estragar a festa de ninguém. Números do PIB devem ser comemorados, quando vêm positivamente. Não estou querendo ser pessimista, aquele que "torce contra".

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Vitória Brasileira na Diplomacia Mundial e... a Intriga Norte-Americana

Sim, o Brasil ganhou.

O Nosso Guia foi, viu e venceu. Como sempre, aliás (bem, depois de ser derrotado várias vezes em eleições presidenciais, mas isso é pré-história, não é mesmo?...). Este blog já tinha feito a defesa da busca pela energia do bem, aqui.
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