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domingo, 9 de setembro de 2012

O blog está morto

O blog está morto.
Não há dúvidas quanto a isso.
O tempo passa, nos ignora. Os compromissos nos atropelam e ficamos atordoados perto do meio fio. E um belo dia a distinta Sra. Morte vem nos visitar.
Não devemos demonstrar surpresa. Não devemos perguntar: mas já? Devemos manter a frieza. Devemos convidá-la a entrar, a se sentar. Pode não parecer mas ela fica muito satisfeita com essas distinções.
(Deve-se evitar o máximo o instituto naturalíssimo de se sair correndo dali em desespero. Deve-se lutar.)
Ou melhor, deve-se jogar.
Convidemo-la para um jogo. Um jogo de xadrez (sim, sim O sétimo selo).
A dona Morte faz a sua jogada. E nós fazemos a nossa.
"Vocês, humanos, são engraçados", ela me diz. "Passam a vida sonhando, esperando que seus sonhos simplesmente aconteçam. Mas sou eu quem chego e vocês se desesperam".
Nesse momento, ela se aproxima de mim e diz: "Eu sei que você está desesperado. Não tente negar. Você é um bom jogador, porém. Teria mais chances se fosse poker..."
Como poderia eu blefar com a Morte?
"E você..." Eu sabia o que ela ia dizer. Eu a interrompi.
"Desculpe, senhora. Mas eu tenho outra adversária a vencer".
A Morte me olhou atônita.
"A Vida. Eu tenho que vencer a vida".
"Ah", me disse a Morte. "Neste caso, eu espero, meu querido. A Vida é muito mais cruel", e ela riu.
"Devo dizer que adorei sua atuação em As intermitências da morte, do Saramago", disse para puxar o saco.
Ela riu.
"O pessoal gostou mais quando eu incorporei no Brad Pitt, naquele filme idiota". E ela se foi.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre escrever e… blogar

Pode parecer um paradoxo – e é! – mas estou dividido entre escrever e blogar.
Constituí este blog com o intuito de tratar temas e assuntos contemporâneos e eternos por meio de uma viés satírico. Além disso, seguindo uma linha mais filosófica (se assim podemos defini-la), tentei esboçar algumas propostas modestas nos moldes das propostas de Jonathan Swift. Essas propostas visam resolver alguns problemas da humanidade com algum meio absurdo – por exemplo, Swift propôs terminar com a pobreza na Irlanda por meio do comércio de recém-nascidos para consumo dos ricos. Isso mesmo. Legal, né, leitor?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Post sobre os posts de Santas Sátiras

Os posts aqui seguirão algumas regras:

1) Não terão imagens. Cansei de procurar e de enfeitar. É o texto e pronto. Se quer ver figurinhas, vai procurar no Google Imagens;

2) Vão ser extremamente longos, com exceção deste e de outros que serão extremamente curtos. Sou um cara de extremos. (E também quero subverter essa ideia de que na internet só pode haver textos mínimos, pequenos e miúdos para atrair um público maior etc. e tal. Ou lê um discurso encadeado ou vá ver vídeos no youtube!);

3) Ou vão ser hilariantemente sérios ou duramente satíricos;

4) Vão tratar de tudo e de nada. Ao mesmo tempo;

5) Vão atacar o ser humano e todas as suas pretensões;

6) Apresentarão propostas absurdas, como veremos e como já vimos (aqui);

7) Não vão seguir regras nenhumas, muito menos essas.

Pronto.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Invasão de hackers não afeta Santas Sátiras

Como esse blog é muitíssimo visitado (cerca de 3 visitas por semana, aí incluídas a de seu criador e autor…), como ele é mundialmente conhecido (foi visitado em dezembro de 2008 por um brasileiro perdido na Noruega…), como é debatido na imprensa mundial (foi publicado um artigo no jornal do bairro, de autoria deste nobre escriba), como ele cegamente defende nossos representantes (desnecessário dizer…), os hackers tentaram invadir o nosso servidor e escrever algumas mensagens terroristas.

Eu, como um blogueiro altamente instruído, ainda os sacaneei e afirmei que eles nunca conseguiriam tomar de mim a minha amada senha, que, por acaso, era (e ainda é…) 123456…

Eles riram, me agradeceram e tomaram meu blog!

Por favor, senhores hackers, aqui está meu pedido. Devolvam meu blog! Não me deixem sem ele!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sátira e Política: um caso de amor

O que faríamos nós, autores satíricos, se não fosse a Política? Ou, melhor, se não fossem nossos amigos políticos? Muito menos do que fazemos hoje. Talvez estivéssemos até mesmo desempregados.Talvez conseguíssemos fazer sátira dos costumes, dos economistas, dos advogados (sempre perigoso, pois gostam de nos processar tanto quanto os políticos…) e de outros assuntos menos empolgantes.

Mas por que a política é tão empolgante? Por que apontamos sempre o erro dos políticos, se são como nós seres humanos frágeis e falíveis? Não sei, leitor, mas talvez seja porque eles escolheram – ou o povo os escolheu – para ir para a grande arena do mundo decidir o que é ou não melhor para nós. Enfim, eles, quer por nascimento ou por escolha individual, mostraram ânimo para entrar na dita vida pública. E não se engane, leitor, mas, desde o começo da democracia, quando a coisa pública era privativa dos cidadãos gregos (os outros, como mulheres e estrangeiros, não tinham lá muito espaço…), vivíamos (nós enquanto seres humanos) querendo que os políticos resolvessem todos os nossos problemas. Sim, eles seriam os nossos salvadores. Os salvadores da pátria. Mas, ai de nós!, eles conseguiam, sim, era arrumar mais trapalhadas. Tudo bem, dizíamos. Resolva esse problema que você mesmo inventou ou colocamos outro aí para resolvê-lo. Aí é que era guerra mesmo!

sábado, 23 de abril de 2011

Retorno improvável

Vá lá, meus amigos, que retornar aqui, depois de tantos meses, é como… é como… Ainda não tenho uma imagem apropriada aqui. Posso afirmar que seria como uma recaída. Uma daquelas recaídas feias. O cara fica meses sem tocar em um copo com álcool e, num belo dia, toma aquele porre desgraçado, descomunal, daquele tipo de se perder nos confins do inconsciente. Bem, meu retorno seria como esse porre. Um porre absoluto. Um porre fundamental. Uma recaída total. Mas…
Ainda assim, com um pé atrás.
Nesses meses aprendi muito sobre a natureza humana. Sobretudo que algumas pessoas não têm nenhum escrúpulo. Bem, disso eu já sabia, mas somente em teoria. Não na prática. O que dá uma luz muito mais vigorosa sobre o assunto.
No entanto, conforme meus preceitos insubornáveis, aqui não é espaço para confissões pessoais.
Além disso, meus meses de afastamento não foram meses de paralisia total. Sobretudo em minha escrita mais pessoal. Estou escrevendo. Se for um lixo, que eu não consiga publicar (o que, infelizmente, não é o que acontece com os lixos literários…). Se eu conseguir publicar, vocês vão ler (ou não, tendo em vista que me ler aqui é muito diferente de ir a uma livraria, desembolsar o dinheiro e comprar o livro) algumas firulas diferentes das firulas escritas aqui.
Aqui eu quero voltar com um ou outro post. De vez em quando. Com muito compromisso com a seriedade.
E a ironia, claro.
Um ou outro post para embaralhar as (minhas) ideias.
Afirmo tão-somente que este espaço ainda está aberto para o que der e vier.

domingo, 12 de setembro de 2010

Pausa Obrigatória

Com certeza, minha inatividade neste blog é óbvia.

Em primeiro lugar, estou mergulhado em um projeto e um projeto com data marcada. Assim, todo meu dito tempo livre está voltado para a sua conclusão. Um projeto em que estou apostando alto… Mas é isso.

Depois desse projeto, terei de enfrentar uma mudança. Uma mudança de domicílio. Uma mudança de Estados Federativos. Uma mudança de uns 400 km… Quem já enfrentou uma mudança dessas pode concordar comigo que há muito a se fazer. Logo, tudo terá de sair de seu devido lugar, ser empacotado, ser despachado… Uma nova casa e uma nova vida? Talvez…

No entanto, meu intuito é aqui voltar depois que toda a poeira baixar (que deve ser lá para meados de novembro).

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Autossatirização: nova forma de promoção deste blog

Em meu último post, ensaiei uma modalidade de autopromoção. Linkei vários posts desse meu humilde blog e um de outro blog, para, ao mesmo tempo, recuperar alguns textos antigos e me promover na blogosfera.
Mas, diante de minha ignorância, percebi que esta nova tentativa de promover este humilde blog mais uma vez fracassou, para deixar bem claro minha desilusão.
Pois, tantos blogs há na blogosfera quanto estrelas no céu, para ficarmos com uma muito surrada imagem. E, com o desafio 7 links, mesmo desejando, se eu fosse ler todos os links de todos os blogs que participaram do desafio (e eu li vários; alguns, interessantes; outros, nem tanto…), mas se eu fosse ler realmente todos, deveria abolir todas as outras preocupações e afazeres de minha vida, para tão-somente ler os links do desafio. Não me sobraria tempo para mais nada.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

7 Links Furados do Santas Sátiras (menos um) –#7links

Vamos lá. Ou lá vou eu de novo...
Este presente autor satírico está participando de uma promoção feita pelo Ferramentas Blog, metablog (que, na definição de um conhecido meu, é, tipo, um manual de auto-ajuda para blogueiros) de Marcos Lemos. A promoção dele está mui bem explicada aqui. Como sou um autor satírico, vou fazer os meus 7 links satiricamente. Bem, vou fazer um pouquinho diferente da proposta original…
Mas vamos ao que interessa: aos famigerados 7 links.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Assuntos Humanos, Demasiadamente Humanos

No último post sobre a Derrota do Brasil, afirmei categoricamente que não iria mais escrever sobre futebol. Talvez, meus amigos, tenha sido ainda algum resquício de decepção perante a derrota de nossa amada seleção… Mas, aí, vocês me diriam: “Você está se contradizendo, caro autor, você mesmo anunciou, com tanta altivez, que os jogos de futebol, em particular, e os esportes coletivos, em geral, não significam nada ou pouco significam para a nossa vida cotidiana (ver aqui e aqui). Você é incoerente. Está reclamando da derrota do Brasil, mas, ao mesmo tempo, posa como um indiferente, um blasé, um elitista, um outsider, um lobo da estepe. Mas não é nada disso. É só um bufão, um bobo da corte, um palhaço, um espantalho”.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Comentário sobre Posts de Futebol

Meus queridos,
Posso afirmar que há temas e temas.
Dos temas deste blog, pouco ou quase nada há sobre esporte, senão uma irreverente e desproporcional tentativa de consideração filosófica. (O que muito pode dizer de minhas afenidades eletivas!)
Claro que quem cliqua no link ou faz uma busca no google (quem aí ainda usa o yahoo ou começou a usar o bing?), procurando na internet sobre sátiras de futebol ou copa do mundo, nada quer saber de coisas filosóficas!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Post curto sobre posts longos

Há uma lei ou uma norma ou um costume (sei lá em qual categoria que se inclui o que aqui vou dizer) que afirma ser de bom tom posts curtos no mundo da internet.
A razão é simples: com milhões de sites no mundo virtual, trilhões de posts, conteúdo que conseguiria encher duas bocas de Pantagruel (conteúdo não no sentido qualitativo, mas só quantitativo...), o melhor é escrever posts curtos para os mimados leitores da internet.
Leitores? Bem, há controvérsias.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ponto de Ironia!

O grande Ziraldo propôs aqui, já há algum tempo, a adoção do ponto de ironia para se evitar qualquer mal-entendido. Eu, na minha estupenda ignorância, só agora vim tomar conhecimento dele.
Aí vai o dito-cujo:
Achei interessante o dito-cujo: um traço com os seus dois pontos, um em cima, outro embaixo. Admiro muito o Ziraldo (sem ponto de ironia) e concordo com ele: ser irônico dá uma trabalheira! Mas, depois de muito pensar, ainda assim, mantenho minha opinião.

domingo, 25 de abril de 2010

Como se dar bem (mal...) no Twitter

Acho que foi o Saramago, não é verdade?, que declarou ser o Twitter um dos passos que a humanidade estava dando de volta para o grunhido... Isto é, como forma de comunicação.

Acredito que Saramago foi otimista nessa frase. Não porque o Twitter seja um retorno aos grunhidos (eu discordo do grande escritor português), mas porque Saramago crê que nós, enquanto espécie, nos comuniquemos tão bem! Ele crê, enfim, que o grunhido seja pior do que as mentiras deslavadas com que pincelamos nosso discurso todos os dias, inclusive no twitter.

Sim, o Twitter não vai salvar a humanidade. Creio eu... Não sei, mas acho que não vai não. Pode ser, mas... A internet salvou? A TV salvou? Alguma coisa salvou...?

Bem, mas isso aqui não é uma exortação filosófica ou científica do Twitter. Não acredito que todo mundo que entre nesse mundo maravilhoso tenha algum interesse em melhorar o mundo, a não ser, é claro, que possa lucrar com isso. Afirmo, contudo, que há pessoas bem intencionadas. Essas não precisam realmente ler esse post. Podem passar adiante, se ainda me leem.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Breve comentário sobre os Comentários (especialmente os anônimos...)

Meus caros colegas,

Durante minha ausência, alguns parcos comentários foram feitos no meu blog.
Em sua totalidade, foram comentários anônimos.
Gostaria de discorrer um pouco sobre a anonimidade (existe essa palavra?) dos comentários, em particular, e da vida, em geral.
Antes de mais nada, podemos afirmar que quem manda um comentário ou uma carta e não se identifica é uma pessoa, a princípio, muito corajosa e muito educada.

domingo, 11 de abril de 2010

A Volta do Ingênuo Satírico

Bem, meus amigos!


Devo voltar, como voltam os mortos-vivos das tumbas, a atormentar vocês.
Meu único desejo será de escrever matérias de profunda ignorância!
Misturar, a um tempo, sarcasmo e indignação.
Abusar e usar das técnicas satíricas.
Mostrar minha admiração pela humana raça.
Gozar dos meus incautos próximos.
Exaltar a ignorância dos bravos.
Louvar a esperteza das raposas.
Bajular a força do leão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Necessidade da Sátira

Desde que o mundo é mundo, desde a profissão mais antiga, desde Adão e Eva, desde Caim e Abel, o ser humano precisa da sátira. Não o ser humano comum, que crê que as coisas têm nexo, estabilidade e coerência. Que crê no acerto do mundo. Mas o desajustado, aquele que toma a sério aquilo que o ensinaram na escola e nas aulas de catequese. Aquele que toma a sério os preceitos morais e, indignado, assiste o fantástico espetáculo do mundo, dos poderosos e dos não tanto, onde a dupla face, o cinismo, a falsidade são a única e constante regra. Sim, a boa moral, aquela que tantos afirmam seguir, que tantos acusam os outros de transgredir, a boa moral parece existir tão-somente para ser desvirtuada, corrompida e desvalidada. E é exatamente essa dualidade, essa hipocrisia que o autor satírico revela.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Rápida e Rasteira



Na verdade, estou com muito na cabeça e pouco tempo para psicografar para o papel (ops, para a tela do computador).
Sabe aqueles dias em que você fala sobre tudo e nada? Depois, fica com aquela sensação de que falou demais e de que - pior - falou besteira?

Deve ter sido o feriado e seus respectivos excessos. Os do feriado (sim, ainda vivo dos excessos do feriado), e não os meus.
Eu nunca tenho culpa de nada e, se aconteceu algo, não foi minha intenção. É o que o meu advogado sempre me orienta a dizer.
Na verdade, aqui eu escrevo sobre tudo, com exceção de minha pessoa. Talvez porque minha pessoa seja muito interessante...
Em um dos meus posts, afirmei que analisarei obras satíricas de todos os tempos e lugares. Farei isso. Só não sei quando! Provavelmente, na semana que vem! Ou no ano que vem! Sei lá eu!
Esta semana foi uma loucura de idas e vindas, mas está tudo bem. Não vou reclamar aqui da minha vida, senão da vida dos outros.
Tenho projetos literários - os imediatos sendo contos e peças de teatros.
Assim, o tempo me é escasso. E adoro aqueles que pregam que tempo não se tem, mas se faz. Sei que se tudo na vida estiver organizado, se você tiver uma agenda com tudo anotado, se você seguir as indicações dessa agenda, talvez você consiga criar seu tempo. O meu tempo anda muito assustado comigo. Quando vou atrás dele, o tempo sai correndo desesperado! Deve ser por todas as tentativas anteriores de matá-lo, não é mesmo?
Mas deixemos o tempo lá em seu lugar, quieto e tranquilo. Afinal, ele tem todo o tempo do mundo.
Nesse post, rápido e rasteiro, só gostaria de afirmar que estou escrevendo e que continuarei escrevendo para este blog.
Talvez eu mude um pouco a linha editorial deste arquivo de textos. Talvez eu acrescente algumas notas pessoais, ou, como procuro sempre afirmar, notas pessoais impessoais ou despersonalizadas.
Apesar da falta de tempo, apesar dos vários projetos, apesar de todos os compromissos, este blog sempre está nas minhas preocupações constantes. Provavelmente, só não terei aquelas oportunidades de divulgá-lo da melhor forma possível, a não ser pelo twitter.
Minha única meta é continuar escrevendo aqui, ainda sem uma divulgação apropriada, até arranjar mais tempo para promovê-lo adequadamente.
Bem, é isso.
Abraços.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sátiras de verdade!

Meus nobres colegas,

Literalmente, levei um soco ao ler uma crítica sobre sátiras!
Todos vocês, meus queridos, sabem que tento escrevinhar algumas peças a que eu modestamente chamo de satíricas.
Mas vem um grande crítico e me diz que faço tudo errado. Esse grande crítico, cujo nome infelizmente esqueci, afirma que um grande autor satírico sempre tem um programa de reforma social (quer dizer, sempre sabe como resolver o caos social), que ele é um escritor que sabe manejar a linguagem em prol de sua sátira e que ele invariavelmente ou termina louco ou se conforma.

domingo, 27 de setembro de 2009

Objetivo deste Blog

Meus amigos,

Como sou um cara humilde, creio que o objetivo deste blog não é ter os cem leitores de Stendhal, mas, sim, os cinco de Brás Cubas. Cinco? Com certeza, cinco (e aqui meu sincero agradecimento aos meus leitores!). Que apenas um leia e compreenda, para mim, já é muito, desde que esse pobre solitário não seja eu.

Escrevo para todos e para ninguém. Sinto-me confortável com o meu anônimo sucesso. (Minto, não é óbvio? Quero que todo mundo goste de mim. No máximo, essa pose altiva é despeito... Mas, às vezes, esse despeito gerou obras fabulosas...)

O objetivo deste blog é apenas falar a verdade de forma satírica, o que nem sempre corresponde à verdade dos espíritos geométricos.

Como o tempo me falta, não vou poder, por algum tempo, encher este blog de posts. Já tenho alguns trancafiados na prisão da minha mente, mas, para libertá-los para o mundo real (ou virtual? Bem, não sei...), como todo escritor sabe, é preciso transpirar um pouco... E o pobre do detento, que na minha prisão mental era tão bonito e espirituoso, sai para o mundo estropiado e pobre de espírito... Mas vá lá!

Enquanto eu tiver alguma coisa para dizer, vou continuar postando... Ainda que de forma esporádica.



Já está quase pronto o próximo post, que provavelmente se chamará "O Manual dos Manuais de Auto-Ajuda".
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