Dia 20/08/2011, no sábado, às 18:00, haverá a leitura dramatizada de minha peça O avarento se diverte, no Centro Cultural Banco do Brasil.
É gratuito, sendo que a distribuição de senhas começa às 17:00.
Mais informações: aqui, aqui e ali.
Na medida do possível, este blog tem um único propósito: apresentar sátiras sobre assuntos caquéticos, contemporâneos e eternos. Assuntos humanos. Só.
Tudo depende de quem possui a crise no cartão de crédito. Isso é fato. E percebi isso nesta última semana.
Ora, eu já fui rebaixado várias vezes pelas as agências de avaliação de crédito, já recebi ameaças de cobradores por telefone, e-mail, correios e o que mais você pensar. E meu limite de crédito foi expandido. Para eu gastar mais. Para a economia girar (e eu me afundar…). Para ser devorado pelos corrosivos juros. O negócio são os negócios, leitor.
Você que acompanha as notícias do mundo viu, leu, cheirou e comeu notícias sobre o fim-do-mundo-das-bolsas (outro fim de mundo, não é mesmo?) por causa do limite de endividamento dos nossos vizinhos yankees e do seu subsequente rebaixamento (levou notinha vermelha, levou?) e sentiu a facada da abrupta queda como se tivessem mesmo encostado uma faca no seu dorso e levado a outra bolsa – aquela que carrega com você (se você for mulher, pois se for homem…) e chorou como choram os bebês vendo o investimento sucumbir aos humores deste mundo insano.
Tudo bem! Não tenha medo.
O mundo está mudando, é certo. Os EUA não são mais como eram. A Europa está com pé na lama. A Inglaterra, em pé de guerra. O Japão, em frangalhos (mas, ei!, eles ganharam dos EUA no futebol feminino, não é?) E a China continua crescendo.
O mundo está mudando, mas algumas coisas não mudam nunca.
Por exemplo?
A fome na África.
Milhares de pessoas estão morrendo de fome literalmente. E vão morrer. E isso não muda.
Então, o mundo não está mudando tão intensamente, como dizem por aí.
Não é reconfortante, leitor?
Os posts aqui seguirão algumas regras:
1) Não terão imagens. Cansei de procurar e de enfeitar. É o texto e pronto. Se quer ver figurinhas, vai procurar no Google Imagens;
2) Vão ser extremamente longos, com exceção deste e de outros que serão extremamente curtos. Sou um cara de extremos. (E também quero subverter essa ideia de que na internet só pode haver textos mínimos, pequenos e miúdos para atrair um público maior etc. e tal. Ou lê um discurso encadeado ou vá ver vídeos no youtube!);
3) Ou vão ser hilariantemente sérios ou duramente satíricos;
4) Vão tratar de tudo e de nada. Ao mesmo tempo;
5) Vão atacar o ser humano e todas as suas pretensões;
6) Apresentarão propostas absurdas, como veremos e como já vimos (aqui);
7) Não vão seguir regras nenhumas, muito menos essas.
Pronto.
Essa é minha opinião, leitor. Eu acho que não vai mudar nada. Quero dizer, não vai mudar lá muita coisa. Talvez fique mais fácil curtir um barato de determinado tipo de droga; talvez nas festinhas de treze anos, em vez de uma bebidinha escondida (agora, nem tanto, não é mesmo? Hoje os adolescentes e pré-adolescentes são assíduos frequentadores de bares…), ofereçam um baseadinho (ué? mas já não fazem isso?)… Mas basicamente não vai mudar nada. Por quê? Bem vamos lá…
O Estado vai liberar o uso de todo e qualquer tipo de droga? Muito difícil. E não vi ninguém defendendo essa tese. Todo mundo que defende a descriminalização das drogas sempre anda na ponta do pé para não parecer avançado demais (o que é lá muito difícil…). Além disso, há drogas que, pela violência química, tornam o indivíduo em um escravo com poucas doses, como o crack, o óxi e as futuras ainda não inventadas… Dessa forma, mesmo com uma descriminalização ainda que radical, sempre haverá drogas ilegais.
Como esse blog é muitíssimo visitado (cerca de 3 visitas por semana, aí incluídas a de seu criador e autor…), como ele é mundialmente conhecido (foi visitado em dezembro de 2008 por um brasileiro perdido na Noruega…), como é debatido na imprensa mundial (foi publicado um artigo no jornal do bairro, de autoria deste nobre escriba), como ele cegamente defende nossos representantes (desnecessário dizer…), os hackers tentaram invadir o nosso servidor e escrever algumas mensagens terroristas.
Eu, como um blogueiro altamente instruído, ainda os sacaneei e afirmei que eles nunca conseguiriam tomar de mim a minha amada senha, que, por acaso, era (e ainda é…) 123456…
Eles riram, me agradeceram e tomaram meu blog!
Por favor, senhores hackers, aqui está meu pedido. Devolvam meu blog! Não me deixem sem ele!