Para quem gosta de se (des)iludir com a humanidade, aqui vai um link maneiro:
Para perder a fé na humanidade, de Hélio Schwartsman (colunista da Folha de São Paulo).
Acho que dispensa comentários…
Na medida do possível, este blog tem um único propósito: apresentar sátiras sobre assuntos caquéticos, contemporâneos e eternos. Assuntos humanos. Só.
Para quem gosta de se (des)iludir com a humanidade, aqui vai um link maneiro:
Para perder a fé na humanidade, de Hélio Schwartsman (colunista da Folha de São Paulo).
Acho que dispensa comentários…
Eu: “Conforme prometido, continuo a minha defesa da bomba.”
Leitor: “Tá, tá. Já sei. Não dá para entrar no seu argumento logo?”
Eu: “Calma, leitor. Só peço um pouco de paciência…”
O Mundo Depois da Bomba
Vocês conhecem que o argumento dos EUA para terem usado a bomba em Hiroshima e Nagasaki era forçar uma rendição do Japão? No argumento, os americanos dizem que eles pouparam vidas (norte-americanas, bem entendido…), pois a esperança japonesa era matar tantos americanos quanto pudessem para, por sua vez, poderem negociar um tratado de paz mais palatável a seu gosto. Também tinha aquele negócio samurai de que japonês não perde nunca, que é melhor morrer que perder, que, se perder, o negócio é se matar…
O que era a pólvora? Trivial. O que era a eletricidade? Inexpressiva. Essa Bomba Atômica é o Segundo Advento em Ira!Isso mesmo, leitor. Você não leu errado. Trata-se aqui da defesa da bomba atômica (e não sobre a defesa contra a mesma)– esse dispositivo tão atacado, tão difamado e tão odiado pela intelectualidade, pelos ativistas e pelo homem normal (com exceção, claro, dos militares, dos políticos e do Ahmadinejad…). Sim, meus leitores queridos, eu vou defender com o frio raciocínio que a bomba atômica foi um avanço para a humanidade e, mais do que isso, uma garantia para a nossa existência. Paradoxal, não é mesmo, leitor? Mas aqui, neste blog, sempre defendemos o uso do frio raciocínio paradoxal.
Winston Churchill
Tudo depende de quem possui a crise no cartão de crédito. Isso é fato. E percebi isso nesta última semana.
Ora, eu já fui rebaixado várias vezes pelas as agências de avaliação de crédito, já recebi ameaças de cobradores por telefone, e-mail, correios e o que mais você pensar. E meu limite de crédito foi expandido. Para eu gastar mais. Para a economia girar (e eu me afundar…). Para ser devorado pelos corrosivos juros. O negócio são os negócios, leitor.
Você que acompanha as notícias do mundo viu, leu, cheirou e comeu notícias sobre o fim-do-mundo-das-bolsas (outro fim de mundo, não é mesmo?) por causa do limite de endividamento dos nossos vizinhos yankees e do seu subsequente rebaixamento (levou notinha vermelha, levou?) e sentiu a facada da abrupta queda como se tivessem mesmo encostado uma faca no seu dorso e levado a outra bolsa – aquela que carrega com você (se você for mulher, pois se for homem…) e chorou como choram os bebês vendo o investimento sucumbir aos humores deste mundo insano.
Tudo bem! Não tenha medo.
O mundo está mudando, é certo. Os EUA não são mais como eram. A Europa está com pé na lama. A Inglaterra, em pé de guerra. O Japão, em frangalhos (mas, ei!, eles ganharam dos EUA no futebol feminino, não é?) E a China continua crescendo.
O mundo está mudando, mas algumas coisas não mudam nunca.
Por exemplo?
A fome na África.
Milhares de pessoas estão morrendo de fome literalmente. E vão morrer. E isso não muda.
Então, o mundo não está mudando tão intensamente, como dizem por aí.
Não é reconfortante, leitor?
Os posts aqui seguirão algumas regras:
1) Não terão imagens. Cansei de procurar e de enfeitar. É o texto e pronto. Se quer ver figurinhas, vai procurar no Google Imagens;
2) Vão ser extremamente longos, com exceção deste e de outros que serão extremamente curtos. Sou um cara de extremos. (E também quero subverter essa ideia de que na internet só pode haver textos mínimos, pequenos e miúdos para atrair um público maior etc. e tal. Ou lê um discurso encadeado ou vá ver vídeos no youtube!);
3) Ou vão ser hilariantemente sérios ou duramente satíricos;
4) Vão tratar de tudo e de nada. Ao mesmo tempo;
5) Vão atacar o ser humano e todas as suas pretensões;
6) Apresentarão propostas absurdas, como veremos e como já vimos (aqui);
7) Não vão seguir regras nenhumas, muito menos essas.
Pronto.