Há uma lei ou uma norma ou um costume (sei lá em qual categoria que se inclui o que aqui vou dizer) que afirma ser de bom tom posts curtos no mundo da internet.
A razão é simples: com milhões de sites no mundo virtual, trilhões de posts, conteúdo que conseguiria encher duas bocas de Pantagruel (conteúdo não no sentido qualitativo, mas só quantitativo...), o melhor é escrever posts curtos para os mimados leitores da internet.
Leitores? Bem, há controvérsias.
Na medida do possível, este blog tem um único propósito: apresentar sátiras sobre assuntos caquéticos, contemporâneos e eternos. Assuntos humanos. Só.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Copa do Mundo ou a Grande Preparação
Meus caros colegas,
Sou um daqueles que normalmente vivem como normalmente todos vivem.
Reclamo dos impostos, reclamo do trânsito, reclamo do trabalho, mas, depois de tanto reclamar, admiro as coisas boas da vida. Sei que, nesse quesito, as coisas boas da vida, não há também nenhum consenso, pois, como no já batido mas não menos verdadeiro lugar-comum, o que pode ser bom para mim pode ser de péssimo gosto para você, e essas diferenças de gosto, de preferências, de escolhas não só ocorrem em casos de radicais diferenças sócio-culturais ou econômicas, mas principalmente - e aqui o que há de inexplicável - ocorrem também na mesma casa, entre irmãos, entre pessoas do mesmo nível sócio-econômico, com o mesmo tipo de formação, entre vizinhos. Ou melhor, entre aqueles que, por diversos motivos, se consideram próximos. A esse fenômeno, podemos chamar as diversas ordens de valores, que convivem dentro da mesma sociedade, mas sobretudo dentro da mesma alma. Sobre esse tópico, gosto muito da frase de Weber: "No teor das convicções mais profundas de cada pessoa, uma dessas éticas assumirá as feições do diabo, a outra as feições divinas e cada indivíduo terá de decidir, segundo sua própria ótica, o que, para ele, é deus e o que é diabo" (em "A ciência como vocação"). Ou, resumindo, o diabo de um é o deus do outro, e vice-versa. Ou cada cabeça, uma sentença.
Mas por que começo esse tópico Copa do Mundo com esse aparte pseudo-filosófico?
Por que não começo esse post com a celebração deste grande evento mundial?
Sou um daqueles que normalmente vivem como normalmente todos vivem.
Reclamo dos impostos, reclamo do trânsito, reclamo do trabalho, mas, depois de tanto reclamar, admiro as coisas boas da vida. Sei que, nesse quesito, as coisas boas da vida, não há também nenhum consenso, pois, como no já batido mas não menos verdadeiro lugar-comum, o que pode ser bom para mim pode ser de péssimo gosto para você, e essas diferenças de gosto, de preferências, de escolhas não só ocorrem em casos de radicais diferenças sócio-culturais ou econômicas, mas principalmente - e aqui o que há de inexplicável - ocorrem também na mesma casa, entre irmãos, entre pessoas do mesmo nível sócio-econômico, com o mesmo tipo de formação, entre vizinhos. Ou melhor, entre aqueles que, por diversos motivos, se consideram próximos. A esse fenômeno, podemos chamar as diversas ordens de valores, que convivem dentro da mesma sociedade, mas sobretudo dentro da mesma alma. Sobre esse tópico, gosto muito da frase de Weber: "No teor das convicções mais profundas de cada pessoa, uma dessas éticas assumirá as feições do diabo, a outra as feições divinas e cada indivíduo terá de decidir, segundo sua própria ótica, o que, para ele, é deus e o que é diabo" (em "A ciência como vocação"). Ou, resumindo, o diabo de um é o deus do outro, e vice-versa. Ou cada cabeça, uma sentença.
Mas por que começo esse tópico Copa do Mundo com esse aparte pseudo-filosófico?
Por que não começo esse post com a celebração deste grande evento mundial?
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Crescimento Econômico é o Nirvana...
Sim, o crescimento econômico é o nirvana, a justificativa última, o paraíso, o sétimo céu, o santo grau dos políticos e economistas!
Com o crescimento, tudo é perdoado; todos os erros, esquecidos; todos os pecados, absolvidos; toda a sujeira, varrida para debaixo do tapete.
Com crescimento econômico, até ditadura se mantém firme e forte (dá-lhe, China!).
Não, não estou querendo estragar a festa de ninguém. Números do PIB devem ser comemorados, quando vêm positivamente. Não estou querendo ser pessimista, aquele que "torce contra".
Com o crescimento, tudo é perdoado; todos os erros, esquecidos; todos os pecados, absolvidos; toda a sujeira, varrida para debaixo do tapete.
Com crescimento econômico, até ditadura se mantém firme e forte (dá-lhe, China!).
Não, não estou querendo estragar a festa de ninguém. Números do PIB devem ser comemorados, quando vêm positivamente. Não estou querendo ser pessimista, aquele que "torce contra".
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A Volta do Macaco Tião e O Buraco da Deepwater Horizon
Meus nobres humanos,
Chamo nobres por simples e puro respeito, já que eu, como macaco, sou um sujeito respeitador e de bons costumes, muito embora eu tenha jogado em vocês minha urina e minhas fezes misturadas à lama de minha jaula. Fiz isso simplesmente para divertir vocês, pois, quanto mais eu jogava, mais vocês riam.
Informo que estou de volta.
Fiquei muito tempo calado aqui no limbo dos primatas.
Enquanto vocês destroem este planeta, enquanto vocês poluem cada vez mais esta rocha chamada Terra, enquanto vocês consumem tudo em nome de seu progresso econômico.
Sim, eu venho denunciar a nefanda destruição que vocês, humanos seres, estão concretizando neste terceiro planeta do sistema solar.
Não adianta vocês me afirmarem que precisam do crescimento econômico para manterem seus empregos, para manterem seu nível de vida, para manterem as inumeráveis futilidades de sua vida!
Sim, a vida de vocês, humanos, é fútil.
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terça-feira, 1 de junho de 2010
Bullying: o caso de Bobo
Meu nome é Bobo. Já me apresentei a vocês aqui. Não é bem meu nome, mas um apelido, pois todo mundo me chamava de bobo e ninguém que eu conheça me chama pelo nome de batismo, nem mesmo minha pobre mãe. Acho que já falei isso pra vocês, mas não me lembro muito bem, porque sou Bobo, o bobo.
Hoje, meu amigo, o autor satírico deste blog, me pediu para falar de bullying. Eu perguntei o que? Disse que não sabia falar inglês, nem francês, pois não saía nada da minha boca que não fossem as palavras que sempre falo. Ele falou que eu falo português, mas, dando com os ombros, respondi que nunca vi nenhum português a não ser o seu Joaquim da padaria, mas o seu Joaquim já faleceu e, se eu o vir de novo, vou correr muito, pois tenho medo de alma penada.
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Vitória Brasileira na Diplomacia Mundial e... a Intriga Norte-Americana
Sim, o Brasil ganhou.
O Nosso Guia foi, viu e venceu. Como sempre, aliás (bem, depois de ser derrotado várias vezes em eleições presidenciais, mas isso é pré-história, não é mesmo?...). Este blog já tinha feito a defesa da busca pela energia do bem, aqui.
O Nosso Guia foi, viu e venceu. Como sempre, aliás (bem, depois de ser derrotado várias vezes em eleições presidenciais, mas isso é pré-história, não é mesmo?...). Este blog já tinha feito a defesa da busca pela energia do bem, aqui.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Contra o Ficha Limpa, pelo Deputado Tomás Armando Mutretas
(Este texto é ficcional, tratando-se apenas de uma paródia. Qualquer semelhança é mera coincidência.)
O Santas Sátiras é um blog que tem o orgulho de afirmar-se isento. Por isso, apesar de o autor deste blog apoiar todas as medidas para a moralização da vida pública, também queremos mostrar os argumentos do outro lado.Por isso, que é com espírito da cidadania, passamos a palavra para o excelentíssimo deputado Tomás Armando Mutretas:
Meus prezados e queridas,
Para quem não me conhece, me chamo deputado Tomás Armando Mutretas e tenho orgulho de ser político. Além disso, tenho orgulho de ser de uma família de políticos.
Por que afirmo que tenho orgulho de ser político? Porque vejo em todos os cantos, em todas as mídias, em toda a classe média, uma tal ojeriza pelo ser político, uma tal aversão e asco que me sinto, em determinados momentos, temeroso de revelar minha profissão. Sou político e, logo, me acusam de todos os erros e falcatruas de uma parcela mínima dos políticos. O que me diriam vocês do seguinte: se alguém fosse a um médico que se mostrasse um charlatão, poderia acusar todos os médicos de charlatões? Se alguém fosse a um advogado desonesto, poderia generalizar e difamar todos os advogados? (Aliás, sou advogado por formação e todas as piadinhas contra a minha profissão considero de extremo mau gosto). Claro que não! Claro que vocês iriam considerar essa pessoa um pouco sem razão.
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Tomás Armando Mutretas
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Anistia ampla, geral e irrestrita para... os Corruptos
Vocês devem estar achando que este presente e humilde autor ensandeceu de vez? Como propor uma anistia para os corruptos e, além disso, uma anistia ampla, geral e irrestrita para os seus crimes, exatamente no momento em que se busca moralizar os políticos? Especialmente, com o projeto da Ficha Limpa?
Sim, pode parecer paradoxal, mas se minha proposta tem um lado muito complacente, os seus efeitos serão, por todos, considerados mais benéficos que maléficos.
Minha proposta é a seguinte: todos os políticos que atualmente detenham cargo eletivo, ou que o detiveram nos últimos cinco anos, devem confessar todos os seus crimes e contravenções, em público, para terem seus crimes e contravenções totalmente perdoados. Devem, no entanto, expor tudo: todos os esquemas, todas as falcatruas, todos os cambalachos, todos os desvios de verbas, todos os mensalões, tudo! Se não confessarem, ficarão sob a mira do Procurador-Mor, cuja função será descrita mais adiante.
Sim, pode parecer paradoxal, mas se minha proposta tem um lado muito complacente, os seus efeitos serão, por todos, considerados mais benéficos que maléficos.
Minha proposta é a seguinte: todos os políticos que atualmente detenham cargo eletivo, ou que o detiveram nos últimos cinco anos, devem confessar todos os seus crimes e contravenções, em público, para terem seus crimes e contravenções totalmente perdoados. Devem, no entanto, expor tudo: todos os esquemas, todas as falcatruas, todos os cambalachos, todos os desvios de verbas, todos os mensalões, tudo! Se não confessarem, ficarão sob a mira do Procurador-Mor, cuja função será descrita mais adiante.
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